Leeds United Football Club

Leeds United Football Club

Leeds United
Leeds United

Títulos Conquistados

Nacionais

  • 🏆 Premier League – 1968–69, 1973–74, 1991–92
  • 🏆 FA Cup – 1972
  • 🏆 EFL Cup – 1968
  • 🏆 FA Community Shield – 1969, 1992
  • 🏆 EFL Championship – 2019–20

Internacionais

  • 🏆 Inter-Cities Fairs Cup – 1968, 1971
  • 🏅 Vice-campeão da UEFA Champions League – 1974–75

Ídolos do Clube

Billy Bremner
Billy Bremner
Lucas Radebe
Lucas Radebe
Norman Hunter
Norman Hunter
Jack Charlton
Jack Charlton
Marcelo Bielsa
Marcelo Bielsa

O Leeds United Football Club é um dos clubes mais emblemáticos da Inglaterra. Fundado em 1919 na fervorosa cidade de Leeds, em West Yorkshire, o clube carrega consigo mais de um século de história, glórias e turbulências.

Conhecido por sua camisa branca, pelo estádio Elland Road e por uma torcida incansável, o Leeds representa a alma de uma cidade que respira futebol.

Com três títulos do Campeonato Inglês e uma longa lista de participações memoráveis em competições nacionais e europeias, o Leeds United Football Club atravessou décadas como protagonista do futebol britânico.

Desde os dias gloriosos sob o comando de Don Revie até os anos de crise e ressurgimento com Marcelo Bielsa, o clube viveu altos e baixos que moldaram seu caráter resiliente e apaixonado.

Hoje, o Leeds United não é apenas um time em campo. É uma história viva de superação, um símbolo de identidade local e uma força que renasce com garra a cada nova temporada.

História do Leeds

A trajetória do Leeds United Football Club é marcada por reviravoltas que poucos clubes no mundo vivenciaram com tamanha intensidade. Sua história vai além das taças: é feita de reconstruções, de ídolos que moldaram gerações e de capítulos dramáticos que ajudaram a forjar a identidade inabalável de sua torcida.

Do nascimento após a queda do Leeds City, passando pela Era Don Revie, até o renascimento recente sob o comando de Marcelo Bielsa, o Leeds construiu uma narrativa rica em paixão, desafios e glórias.

Nos blocos a seguir, reviveremos as fases mais marcantes da história do clube — cada uma deixando uma cicatriz ou uma estrela em sua jornada centenária.

Era pré-Leeds United

Antes do Leeds United Football Club existir oficialmente, a cidade era representada pelo Leeds City, fundado em 1904. Comandado por Herbert Chapman, o clube começou a ganhar relevância e despertava o orgulho local.

No entanto, em 1919, o Leeds City foi dissolvido pela Football League devido a irregularidades financeiras, especificamente pagamentos ilegais a jogadores durante a Primeira Guerra Mundial. Foi o fim abrupto de uma era — mas também o início de algo maior.

Logo após o encerramento do Leeds City, surgiu o Leeds United. Com o apoio do Yorkshire Amateurs e o aporte financeiro de Hilton Crowther, o novo clube ocupou o espaço deixado em Elland Road. Em maio de 1920, o Leeds United foi aceito na Football League, marcando o começo oficial de uma história que logo se entrelaçaria com o coração da cidade.

1961–1975: Era Don Revie

Poucos técnicos moldaram um clube como Don Revie fez com o Leeds. Nomeado em 1961, ele assumiu uma equipe em crise e a transformou em uma verdadeira potência do futebol inglês e europeu. Sua primeira medida simbólica foi mudar o uniforme da equipe para branco, inspirado no Real Madrid — um sinal da ambição que viria.

Com Revie, o Leeds conquistou dois Campeonatos Ingleses (1968–69 e 1973–74), além de títulos da Copa da Liga Inglesa, da Copa da Inglaterra, da Supercopa e duas Taças das Cidades com Feiras. Mais do que troféus, Revie construiu um time lendário com nomes como Billy Bremner, Norman Hunter e Jack Charlton.

A mentalidade vencedora do Leeds nasceu com ele — e seu legado permanece até hoje gravado em Elland Road.

1975–1988: Era pós Revie

A saída de Don Revie para comandar a seleção inglesa, em 1974, foi um ponto de inflexão. Seu sucessor, Brian Clough, durou apenas 44 dias — um período turbulento que ficou marcado por sua oposição declarada ao estilo de jogo que fez a fama do Leeds.

Clough foi rapidamente substituído por Jimmy Armfield, que levou o clube à final da Liga dos Campeões da UEFA em 1975, derrotado pelo Bayern de Munique em um jogo envolto em polêmicas.

Apesar da final europeia, o Leeds começou a perder força. Diversas trocas de técnicos, incluindo Allan Clarke e Billy Bremner, não surtiram efeito. O clube mergulhou em um longo período de instabilidade, que culminaria com o rebaixamento para a Segunda Divisão.

A sombra da era Revie pairava forte, e o Leeds parecia cada vez mais distante de seus dias dourados.

1988–1996: Era Howard Wilkinson

Com o Leeds afundado na Segunda Divisão e sem perspectivas claras, a chegada de Howard Wilkinson, em 1988, trouxe um sopro de esperança. Em pouco tempo, ele reorganizou a equipe, resgatou a confiança e levou o clube de volta à elite do futebol inglês.

Na temporada 1989–90, o Leeds foi campeão da segunda divisão, reconquistando seu espaço na Primeira Divisão com autoridade.

Mas o auge viria dois anos depois. Na temporada 1991–92, o Leeds United Football Club foi campeão inglês pela terceira vez em sua história, encerrando a era pré-Premier League como o último campeão do antigo formato. Jogadores como Gary Speed, Gordon Strachan e Lee Chapman formavam a espinha dorsal de uma equipe sólida, bem treinada e temida.

Wilkinson permaneceu até 1996, e apesar das dificuldades nas temporadas seguintes, seu legado como o último técnico campeão com o Leeds permanece indelével.

1997–2001: Graham e O’Leary

Após a saída de Wilkinson, o clube apostou em George Graham, uma escolha polêmica após sua suspensão por escândalos envolvendo pagamentos ilegais. Mesmo assim, Graham conseguiu levar o Leeds a um estilo de jogo mais disciplinado e garantir vaga em competições europeias.

Em 1998, ele foi substituído por seu assistente, David O’Leary, que transformou a equipe em uma das mais promissoras da Inglaterra.

Com uma base jovem formada por jogadores como Alan Smith, Jonathan Woodgate e Harry Kewell, o Leeds chegou às semifinais da Copa da UEFA (1999–2000) e da Liga dos Campeões da UEFA (2000–01). O estilo ofensivo e vibrante da equipe encantou a torcida e chamou a atenção do continente.

O’Leary tornou o Leeds competitivo novamente — mas à custa de grandes empréstimos e contratações caras que, em breve, cobrariam um preço alto.

2001–2007: implosão financeira e rebaixamentos

O início dos anos 2000 foi devastador para o Leeds United Football Club. O clube, que apostara tudo no sucesso imediato, acumulou dívidas gigantescas. O primeiro indício do caos financeiro foi a venda de Rio Ferdinand para o Manchester United por 30 milhões de libras.

A diretoria, desesperada por equilíbrio financeiro, começou a se desfazer de suas principais estrelas.

Técnicos como Terry Venables e Peter Reid não conseguiram resultados, e o clube entrou em espiral.

A queda era inevitável: o rebaixamento para a Championship aconteceu na temporada 2003–04. Nos anos seguintes, a situação piorou ainda mais. Com sérias dificuldades financeiras, o Leeds vendeu seu centro de treinamento e o próprio estádio, Elland Road.

Em 2007, após péssima campanha, sofreu novo rebaixamento — dessa vez, para a League One, a terceira divisão do futebol inglês. Era o fundo do poço para um clube acostumado a disputar finais europeias.

2007–2010: League One

A queda para a League One em 2007 foi um duro golpe para a torcida do Leeds United Football Club. Pela primeira vez na história, o clube estava na terceira divisão do futebol inglês — e ainda começou a temporada com 15 pontos de punição, devido a problemas administrativos. Mesmo assim, a força da camisa e o apoio incondicional da torcida fizeram diferença.

Comandado por Dennis Wise e, posteriormente, por Gary McAllister, o Leeds chegou aos play-offs, mas não conseguiu o acesso. A persistência, no entanto, foi recompensada em 2010, sob a liderança de Simon Grayson, com o retorno à Championship.

Uma vitória dramática contra o Bristol Rovers, por 2 a 1, selou a promoção. A alma do Leeds seguia ferida, mas jamais vencida.

2010–2014: retorno à segunda divisão

De volta à segunda divisão, o Leeds oscilou entre a esperança e a frustração. A temporada 2010–11 chegou perto dos play-offs, mas o clube terminou fora da zona de classificação. Os anos seguintes foram marcados por mudanças constantes de treinadores e uma diretoria que parecia perdida.

Em meio a instabilidades internas e falta de investimento consistente, o clube não conseguia se firmar como um verdadeiro candidato ao acesso. Em 2012, a venda do Leeds para a empresa GFH Capital, e posteriormente para o grupo Eleonora Sport, também não gerou os resultados esperados.

A torcida seguia fiel, mas o Elland Road sentia falta de dias mais grandiosos.

2014–2017: o período Mássimo Cellino

Mássimo Cellino Leeds

O empresário italiano Massimo Cellino assumiu o controle do clube em 2014 prometendo mudanças. O que se viu, porém, foi um período de instabilidade e decisões controversas.

Cellino acumulou suspensões por irregularidades fiscais e passou a interferir diretamente na gestão técnica do time, trocando treinadores com frequência e gerando insegurança nos bastidores.

Apesar de não correr grandes riscos de rebaixamento, o Leeds também não mostrava evolução. O time ficava sempre no meio da tabela, sem perspectiva clara de retorno à elite. A relação entre o dono e a torcida se deteriorava, e o sentimento era de que o clube estava estagnado. A chegada de Andrea Radrizzani, no fim de 2016, acendeu uma nova esperança.

2017–2018: a Era Radrizzani e a recuperação do Elland Road

Em 2017, o empresário italiano Andrea Radrizzani assumiu o controle total do Leeds United Football Club, encerrando o conturbado ciclo de Massimo Cellino. Logo de cara, ele reconquistou a torcida ao comprar novamente o estádio Elland Road, que havia sido perdido nos tempos de crise financeira.

A recuperação do templo sagrado do clube foi um gesto simbólico de renascimento.

Apesar da boa intenção, a temporada foi instável. O técnico Garry Monk deixou o cargo, e o espanhol Thomas Christiansen assumiu, mas não resistiu a uma sequência ruim e foi substituído por Paul Heckingbottom, que também não conseguiu bons resultados.

Ainda assim, Radrizzani demonstrava ambição e organização, o que prepararia o terreno para uma revolução que mudaria o destino do Leeds.

2018–presente: a era Bielsa e o retorno de um gigante, a volta do Leeds à Premier League

A contratação de Marcelo Bielsa, em 2018, foi um movimento ousado e improvável. O técnico argentino, conhecido por sua exigência tática e filosofia intensa, aceitou o desafio de comandar um clube adormecido na Championship.

O impacto foi imediato: Bielsa transformou o estilo de jogo, a mentalidade e até o ambiente do clube. O Leeds voltou a ser respeitado.

Na temporada 2018–19, o time encantou, mas acabou caindo nos play-offs diante do Derby County.

A frustração foi enorme, mas Bielsa decidiu ficar. A recompensa veio no ano seguinte: na temporada 2019–20, mesmo com a interrupção causada pela pandemia, o Leeds manteve o alto nível e conquistou o acesso à Premier League após 16 anos, com o título da Championship.

Em 2025, o clube repetiu o feito com brilho. Sob o comando de Daniel Farke, venceu o Plymouth na última rodada com um gol nos acréscimos, conquistando o título da Championship novamente — desta vez, no critério de saldo de gols, empatado com o Burnley em 100 pontos.

O Leeds United, mais uma vez, mostrou que sua história é feita de resiliência, paixão e retornos grandiosos.

Símbolos do Leeds

A identidade do Leeds United Football Club vai muito além das quatro linhas. Seus símbolos são reflexos da cultura local, da história centenária e da conexão visceral com a torcida. Desde o uniforme branco, símbolo de pureza e tradição, até a presença marcante de mascotes e hinos, cada elemento carrega o peso da herança e da resistência que moldam o clube.

Ao longo das décadas, esses ícones visuais e culturais evoluíram — alguns foram modernizados, outros preservados com orgulho. Mas todos eles seguem firmes como pilares emocionais da instituição. Nos tópicos a seguir, mergulhamos nos principais símbolos que representam o Leeds dentro e fora de campo.

Uniformes

Desde os anos 1960, o uniforme branco do Leeds United Football Club se tornou marca registrada do clube. A mudança, feita por Don Revie, buscava inspiração no Real Madrid e simbolizava ambição e grandeza. A camisa branca passou a representar não só o time em campo, mas a elegância e a força de um clube em ascensão.

Antes disso, o Leeds utilizava combinações em azul e dourado. Com o tempo, o uniforme principal branco foi acompanhado por variações alternativas que resgatam tons históricos como azul-marinho, amarelo e, em algumas temporadas, até preto. Fabricado atualmente pela Adidas, o uniforme se mantém como um dos mais icônicos da Inglaterra.

Escudo

O escudo do Leeds United Football Club sempre refletiu sua ligação com a região de Yorkshire. A White Rose of York, símbolo tradicional do condado, está presente em várias versões ao longo das décadas. Nos anos 1970 e 1980, o clube adotou designs mais modernos, incluindo o famoso “LUFC script badge”, com as letras entrelaçadas.

Em 2019, o Leeds anunciou uma tentativa de modernizar o escudo com um novo design que gerou forte rejeição por parte da torcida. Após a repercussão negativa, o clube voltou atrás, preservando a essência visual que os torcedores tanto valorizam. Hoje, o escudo equilibra modernidade e tradição com orgulho.

Bandeira

As bandeiras do Leeds carregam o símbolo da Rosa Branca de Yorkshire e geralmente trazem as cores azul e amarela combinadas ao branco dominante. Nas arquibancadas do Elland Road ou em jogos fora de casa, elas se tornam um mar de apoio, tremulando com orgulho, independentemente da fase do clube.

Além da representação do clube, a bandeira do Leeds também se tornou símbolo da cidade e da identidade local. É comum ver faixas e bandeiras com mensagens da torcida nos jogos, reforçando a conexão visceral entre o clube e sua comunidade.

Mascote

O mascote oficial do Leeds United Football Club é o carismático Lucas The Kop Cat, um gato azul e branco que faz a alegria das crianças e dos torcedores nas arquibancadas de Elland Road.

Criado para aproximar ainda mais o clube da comunidade, Lucas é presença constante nos dias de jogo, interagindo com os fãs e representando o espírito amigável e acolhedor do clube.

Apesar de ser um símbolo mais moderno, Lucas já se tornou parte da cultura visual do Leeds, especialmente entre os torcedores mais jovens. Seu nome homenageia a famosa arquibancada “The Kop”, onde se concentram os torcedores mais apaixonados do clube.

Hino

Mais do que um hino, “Marching on Together” é um grito de união. Composta em 1972 especialmente para a campanha do Leeds na final da Copa da Inglaterra, a música ultrapassou sua origem promocional e se consolidou como o canto oficial da torcida.

Cantada em uníssono antes de cada jogo, especialmente no Elland Road, a música representa a resiliência e o sentimento de comunidade que definem o Leeds. A letra fala sobre permanecer lado a lado nos bons e maus momentos — algo que a torcida do Leeds conhece bem. É impossível ouvir “Marching on Together” sem sentir arrepios.

Cores

As cores oficiais do Leeds United Football Club são o branco, o azul e o amarelo. O branco, presente desde a era Don Revie, simboliza pureza e tradição, sendo a base do uniforme titular. Já o azul e o amarelo aparecem nos detalhes, em faixas, emblemas e uniformes alternativos, remetendo à bandeira da cidade de Leeds.

Essa combinação se tornou um emblema da identidade do clube, vista em bandeiras, materiais promocionais e até nos grafites que estampam muros da cidade. Não importa a geração — torcedores reconhecem essas cores à distância, como um chamado ao coração.

Bandeira Leeds

Estrutura e patrimônio

Além de sua história e símbolos, o Leeds United Football Club também se destaca pela força de sua estrutura física e institucional. Mesmo tendo enfrentado períodos de grave crise financeira, o clube soube preservar e recuperar elementos fundamentais do seu patrimônio, como o lendário estádio Elland Road e seu centro de treinamento.

Esses espaços não são apenas locais de jogo ou treino — são marcos históricos, carregados de memórias e significados para a torcida. A reestruturação patrimonial nos últimos anos marcou um passo importante na reconstrução da identidade do clube, tanto dentro quanto fora de campo.

Elland Road: o coração pulsante de Leeds

Nenhum outro lugar representa tão bem a alma do Leeds United Football Club quanto o Elland Road. Inaugurado em 1897 e casa oficial do clube desde sua fundação em 1919, o estádio é mais do que um palco de futebol — é um templo onde gerações inteiras vivem a paixão pelo Leeds.

Com capacidade atual para 37.890 torcedores, o Elland Road já presenciou momentos históricos, vitórias épicas, quedas dolorosas e retornos emocionantes.

Durante os anos de crise financeira, o clube precisou vender o estádio, o que feriu profundamente sua identidade. Porém, em 2017, a gestão de Andrea Radrizzani comprou o Elland Road de volta, restaurando não apenas o patrimônio físico, mas também a dignidade do Leeds. Esse gesto foi um divisor de águas na relação entre clube e torcida.

Centro de treinamento e categorias de base

Além de sua arena histórica, o Leeds conta com uma estrutura de treinamento moderna, voltada para o desenvolvimento técnico e físico de seus jogadores. O centro de treinamento Thorp Arch, localizado próximo à cidade, é onde o elenco profissional e as categorias de base trabalham diariamente.

O clube é reconhecido por revelar grandes talentos ao longo das décadas. Lendas como Jack Charlton, Gary Speed, Alan Smith e, mais recentemente, Kalvin Phillips, passaram pelas divisões de base do Leeds. Investir na formação de atletas faz parte do DNA do clube, que vê nas categorias inferiores uma ponte entre a história e o futuro.

Investidores e a reconstrução institucional

Após anos marcados por gestões problemáticas, a reconstrução do Leeds United Football Club passou a ganhar força com a entrada de investidores mais sólidos e uma visão de longo prazo.

A compra integral do clube por Andrea Radrizzani em 2017 foi um marco. Ele não apenas recuperou o controle total do Leeds, mas também devolveu estabilidade administrativa e financeira.

Um passo importante veio com o envolvimento da 49ers Enterprises, braço de investimentos do time de futebol americano San Francisco 49ers, que começou como investidor minoritário e assumiu o controle acionário majoritário em 2023.

Com uma gestão profissional e foco estratégico, o Leeds voltou a ser tratado como um projeto de excelência — dentro e fora de campo.

Estatísticas

Ao longo de mais de um século de história, o Leeds United Football Club acumulou números que ajudam a contar sua trajetória com ainda mais profundidade. Das campanhas memoráveis nas principais divisões inglesas aos desempenhos marcantes em torneios europeus, os dados revelam o tamanho da influência do clube no futebol inglês.

Mais do que frios registros, essas estatísticas são marcos que ilustram a constância, os altos e baixos, e os momentos decisivos vividos dentro de campo. A seguir, estão alguns dos números mais relevantes que ajudam a traçar o perfil competitivo do Leeds ao longo das décadas.

Recordes de gols, artilheiros e maiores vitórias

O maior artilheiro da história do clube é Peter Lorimer, com 238 gols marcados em partidas oficiais. Já o jogador com mais partidas disputadas é Jack Charlton, que vestiu a camisa do Leeds em 773 jogos — todos por uma única equipe ao longo da carreira, um feito raro no futebol moderno.

A maior vitória em competições oficiais aconteceu em 1967, com um 10 a 0 sobre o Lyn Oslo, pela Taça das Cidades com Feiras. Já na liga inglesa, um dos triunfos mais lembrados é o 7 a 0 sobre o Southampton, em 1972.

Recordes de público e presença em grandes torneios

O recorde de público em Elland Road foi de 57.892 torcedores, no jogo contra o Sunderland pela Copa da Inglaterra, em março de 1967. Já na era moderna, o maior público registrado foi de 40.287 espectadores, em uma partida contra o Newcastle pela Premier League, em 2001.

Em competições europeias, o Leeds alcançou a final da Liga dos Campeões da UEFA em 1974–75, e também disputou semifinais da Copa da UEFA e da Champions League nos anos 2000, consolidando sua imagem como um clube tradicional em território continental.

Categorias de Base

Formar talentos em casa sempre foi parte essencial da identidade do Leeds United Football Club. Mais do que uma necessidade esportiva, a valorização das categorias de base representa o compromisso do clube com suas raízes e com o futuro.

Muitos dos ídolos que marcaram época em Elland Road foram revelados dentro do próprio sistema de desenvolvimento do Leeds, reforçando a tradição de revelar jogadores com espírito competitivo e amor à camisa.

A base é mais do que um celeiro de promessas — é a espinha dorsal de um projeto que, geração após geração, continua alimentando o orgulho da torcida.

Thorp Arch: onde nascem os talentos

O centro de formação do Leeds United Football Club está localizado em Thorp Arch, nos arredores de Wetherby. É nesse complexo que o clube desenvolve seus jovens atletas, com infraestrutura moderna e metodologia alinhada à filosofia do futebol praticado no time principal.

O local abriga desde categorias sub-9 até o sub-21, além do elenco B e a equipe feminina.

Thorp Arch não é apenas um centro de treinamento — é uma verdadeira escola de futebol. A proximidade com o time profissional permite que os jovens cresçam respirando a cultura do clube, facilitando a transição para o alto nível competitivo.

Revelações que marcaram época

Ao longo das décadas, a base do Leeds revelou nomes que marcaram a história do futebol inglês e mundial. Um dos maiores ícones é Jack Charlton, campeão do mundo com a Inglaterra em 1966, que passou toda a carreira no clube.

Outros grandes nomes incluem Gary Speed, Paul Madeley, David Batty, Alan Smith e, mais recentemente, Kalvin Phillips, peça-chave na campanha do acesso em 2020.

Esses jogadores representam mais do que qualidade técnica. São símbolos de um DNA forjado em casa, com garra, entrega e uma ligação autêntica com a camisa branca.

Impacto recente e futuro promissor

Nos últimos anos, a base voltou a ter papel estratégico na reconstrução do Leeds. Sob o comando de técnicos como Marcelo Bielsa, que valorizava jogadores formados no clube, muitos jovens ganharam espaço e destaque.

Além de Kalvin Phillips, nomes como Crysencio Summerville, Archie Gray e Charlie Cresswell começaram a surgir como promessas de impacto imediato.

Com a profissionalização da gestão, investimentos contínuos em estrutura e um olhar atento ao desenvolvimento técnico e mental dos jovens atletas, o futuro do Leeds passa inevitavelmente por sua base. É ali que a alma do clube segue sendo lapidada.

Ídolos e Personagens Históricos

Ao longo de sua trajetória intensa, o Leeds United Football Club foi moldado por figuras que transcenderam gerações. Técnicos visionários, líderes em campo, artilheiros implacáveis e personagens carismáticos ajudaram a construir a identidade do clube — não apenas pelos títulos, mas pelo que representaram dentro e fora das quatro linhas.

Esses nomes seguem vivos nas arquibancadas do Elland Road, nas canções da torcida, nos murais da cidade e na memória coletiva do futebol inglês. A seguir, revisitamos alguns dos maiores ídolos da história do Leeds — homens que não apenas vestiram a camisa, mas a eternizaram.

Don Revie (técnico lendário)

Poucos nomes têm um peso tão monumental na história do Leeds United Football Club quanto Don Revie. Técnico entre 1961 e 1974, Revie assumiu o clube em um momento crítico e o transformou em uma potência nacional e europeia.

Foi ele quem mudou o uniforme para branco, inspirando-se no Real Madrid, e criou um sistema de jogo disciplinado e eficaz, que virou marca registrada do Leeds.

Sob seu comando, o clube conquistou dois Campeonatos Ingleses, uma FA Cup, uma Copa da Liga, duas Taças das Cidades com Feiras e uma Supercopa. Mais do que os títulos, Revie construiu uma mentalidade vencedora, criou uma família dentro de Elland Road e estabeleceu as bases para a grandeza do Leeds.

Seu legado ainda ecoa em cada canto entoado nas arquibancadas.

Billy Bremner

Se Don Revie foi a mente, Billy Bremner foi o coração do Leeds. Capitão por mais de uma década, o meio-campista escocês é, até hoje, o maior símbolo da combatividade e entrega que caracterizam o espírito do clube. Pequeno em estatura, mas gigante em vontade, Bremner liderava com a camisa e com o sangue — um verdadeiro guerreiro em campo.

Sob o comando de Revie, ele foi peça central em todos os títulos e campanhas marcantes do período. Seu nome é cantado até hoje e sua estátua em frente ao Elland Road é ponto de peregrinação para os torcedores. Para o torcedor do Leeds, Bremner não foi apenas um jogador — foi a encarnação do Leeds em carne, osso e alma.

Jack Charlton

Ídolo do Leeds e campeão do mundo com a Inglaterra em 1966, Jack Charlton dedicou toda a sua carreira ao clube. Foram impressionantes 773 partidas com a camisa branca, um recorde que o coloca como o jogador que mais vezes defendeu o Leeds em toda a história.

Como zagueiro, era firme, inteligente e imponente — o tipo de jogador que não deixava ninguém passar.

Charlton foi peça-chave na era Revie e teve papel fundamental em todas as conquistas daquele período mágico. Após se aposentar, seguiu no futebol como técnico, conquistando inclusive feitos históricos com a seleção da Irlanda. Mas foi em Leeds que Jack se eternizou. Uma lenda que nunca vestiu outra camisa.

Norman Hunter

Conhecido como “Bites Yer Legs”, apelido que resume seu estilo duro e implacável, Norman Hunter foi um dos zagueiros mais temidos da história do futebol inglês — e uma lenda absoluta do Leeds United Football Club. Formado na base do clube, ele integrou o time principal por mais de uma década, sendo titular em quase toda a era Don Revie.

Hunter disputou mais de 700 jogos pelo Leeds, conquistando todos os títulos possíveis em nível nacional, além de representar a Inglaterra na Copa do Mundo de 1966. Mesmo com seu estilo físico, era um jogador técnico e leal, idolatrado pela torcida por sua coragem inabalável. Seu nome ainda ecoa nos corredores do Elland Road como sinônimo de entrega total.

Peter Lorimer

Se o Leeds precisava de um chute decisivo, chamava Peter Lorimer. O escocês é até hoje o maior artilheiro da história do clube, com 238 gols marcados — muitos deles em finalizações potentes de fora da área, marca registrada de sua carreira.

Lorimer fez parte da geração dourada dos anos 60 e 70, sendo peça essencial nas conquistas nacionais e europeias.

Além da capacidade goleadora, era um jogador carismático e profundamente identificado com o clube. Após encerrar a carreira, manteve vínculo com o Leeds em diferentes funções, inclusive como diretor e comentarista. A camisa 7 de Lorimer representa não só gols, mas o amor genuíno por tudo que o Leeds significa.

Lucas Radebe

Lucas Radebe Leeds

Contratado em 1994, vindo do futebol sul-africano, Lucas Radebe não demorou a conquistar o coração dos torcedores. Zagueiro técnico, sereno e de uma liderança exemplar, ele se tornou capitão e referência durante os anos 90 e início dos anos 2000 — um período de reconstrução importante para o Leeds.

Mais do que suas atuações sólidas, Radebe se destacou pela postura fora de campo. Representou com dignidade não apenas o clube, mas também seu país, sendo um símbolo de superação no pós-apartheid. Até Nelson Mandela declarou ser torcedor do Leeds por causa dele. Um verdadeiro embaixador do clube no mundo.

Mark Viduka

O australiano Mark Viduka foi uma das figuras mais marcantes do ataque do Leeds no início dos anos 2000. Contratado em 2000, chegou ao Elland Road com status de artilheiro — e entregou.

Forte, técnico e com faro de gol, Viduka foi essencial nas campanhas do Leeds na Liga dos Campeões e na Premier League, formando duplas letais com nomes como Alan Smith e Harry Kewell.

Seu jogo mais icônico aconteceu contra o Liverpool, em 2000, quando marcou quatro gols em uma única partida na vitória por 4 a 3 — uma das exibições mais lendárias já vistas em Elland Road. Viduka deixou o clube em 2004, mas segue lembrado como um dos maiores atacantes a vestir o branco do Leeds.

Harry Kewell

Revelado pelas categorias de base, o australiano Harry Kewell despontou como um dos jogadores mais promissores de sua geração. Habilidoso, criativo e veloz, ele brilhou no lado esquerdo do ataque do Leeds durante o fim dos anos 90 e início dos anos 2000, sendo protagonista nas campanhas europeias e no vice da Premier League de 1999–2000.

Apesar de seu talento inquestionável, sua transferência para o Galatasaray, em 2008 — anos após o assassinato de dois torcedores do Leeds por torcedores turcos em 2000 — manchou sua relação com parte da torcida.

Ainda assim, o impacto técnico de Kewell no clube é inegável, e seu nome permanece entre os grandes que saíram de Thorp Arch para o mundo.

Marcelo Bielsa (como técnico idolatrado pela torcida)

Quando Marcelo Bielsa chegou a Leeds em 2018, poucos podiam imaginar o tamanho da revolução que estava por vir. Com seu estilo obsessivo, tático e humano, ele não apenas montou um time competitivo — ele resgatou a identidade do Leeds United Football Club.

Em dois anos, devolveu o clube à Premier League após 16 anos de ausência, conquistando o título da Championship com um futebol vibrante e ofensivo.

Bielsa virou ídolo da torcida não só pelos resultados, mas pela forma como abraçou a cultura local, a cidade e os torcedores. Mural em sua homenagem, estátua erguida e o canto “Marcelo Bielsa’s Army” são provas de que ele se tornou eterno em Elland Road. Para muitos, mais do que um técnico — um salvador.

Torcida e Cultura

Nenhuma história do Leeds United Football Club está completa sem falar de sua torcida — uma das mais apaixonadas, fiéis e barulhentas da Inglaterra. Em momentos de glória ou em fases de queda, os torcedores do Leeds nunca abandonaram o clube.

Eles transformaram Elland Road em uma fortaleza e levaram o espírito do time para todos os cantos do país e até além das fronteiras.

Mais do que apoio nas arquibancadas, a cultura em torno do clube se manifesta em músicas, movimentos sociais, símbolos urbanos e homenagens eternizadas. A seguir, exploramos o papel vital que a torcida desempenha na identidade do Leeds e como essa conexão ultrapassa o campo de jogo.

Torcidas organizadas

A força da torcida do Leeds United Football Club é lendária — e boa parte dela se concentra nas torcidas organizadas, com destaque para a Leeds United Supporters Club e os Leeds Service Crew.

Esta última ficou famosa (e controversa) nos anos 70 e 80 como uma das mais influentes firms do movimento hooligan, embora o foco atual esteja no apoio apaixonado e vibrante nas arquibancadas.

Mais recentemente, grupos como a South Stand Upper e diversos coletivos espalhados pela cidade mantêm viva a tradição de empurrar o time, seja em casa ou fora. Em jogos grandes, o Elland Road pulsa, e o canto “We are Leeds” ecoa como mantra. A presença das organizadas é um pilar da atmosfera intimidadora que define o estádio.

Impacto cultural

O Leeds transcende o futebol. O clube está impregnado na identidade da cidade — em murais, em bares, em grafites, em camisetas. O impacto cultural vai além da bola rolando: músicas como “Marching on Together” tornaram-se parte da vida cotidiana de Leeds. A relação entre clube e comunidade é profunda, quase simbiótica.

Em produções audiovisuais, documentários e até no cinema, o Leeds aparece como símbolo de orgulho operário e resistência. O clube representa a região de Yorkshire com autenticidade, algo que reforça sua base de apoio mesmo nas fases difíceis. Para muitos, ser Leeds é mais do que torcer: é pertencer.

Homenagens

Diversos ídolos e momentos históricos foram imortalizados em Elland Road e arredores. Estátuas de Billy Bremner e Don Revie são pontos de encontro sagrado para os torcedores, sempre cercadas de cachecóis, flores e mensagens.

O clube também mantém memoriais para vítimas de tragédias envolvendo torcedores, como os dois fãs assassinados em Istambul, em 2000.

Além disso, murais pintados em áreas centrais da cidade celebram figuras como Marcelo Bielsa, Jack Charlton e Lucas Radebe. As homenagens reforçam o vínculo emocional entre torcida e clube, e mostram que o Leeds vive não apenas nos jogos, mas na memória coletiva de sua gente.

Rivalidades Históricas

A história do Leeds United Football Club também se constrói nas batalhas contra seus maiores rivais. Rivalidades que atravessam décadas, recheadas de confrontos intensos, disputas por títulos, provocações e tensões dentro e fora de campo. Esses clássicos não são apenas jogos — são eventos carregados de identidade, orgulho regional e memória coletiva.

Do ódio visceral contra o Manchester United à tensão explosiva com o Chelsea, passando pelas rivalidades locais em Yorkshire e duelos nas divisões inferiores, o Leeds é um clube que não vive sem grandes inimigos — e isso só aumenta a mística em torno da camisa branca.

Manchester United – Principal rival histórico, especialmente após os anos 60.

A maior rivalidade do Leeds United Football Club é, sem dúvida, com o Manchester United. Mais do que um duelo entre clubes, trata-se de um confronto enraizado em uma antiga disputa regional entre os condados de Yorkshire (Leeds) e Lancashire (Manchester), conhecida como a Guerra das Rosas.

Com o tempo, esse embate histórico se transformou em um dos clássicos mais tensos do futebol inglês.

A rivalidade atingiu novos níveis de intensidade a partir dos anos 60, quando ambos os clubes viviam grandes momentos e disputavam títulos. Os jogos entre Leeds e Manchester United sempre foram sinônimos de estádios lotados, atmosfera eletrizante e rivalidade fora do comum. Até hoje, é um dos confrontos mais esperados pelos torcedores dos Whites.

Chelsea – Rivalidade acirrada desde os anos 60 e 70, marcada por confrontos duros.

A rivalidade com o Chelsea nasceu nos anos 60 e 70, em uma época em que os dois clubes eram protagonistas na elite inglesa. Os confrontos, especialmente nas copas, ficaram marcados pela violência em campo e fora dele — o auge foi a final da FA Cup de 1970, um dos jogos mais duros da história do futebol britânico.

Desde então, a animosidade entre Leeds e Chelsea só cresceu. Mesmo com o distanciamento entre as divisões por alguns anos, o reencontro dos dois clubes na Premier League reacendeu a chama da rivalidade. Para os torcedores do Leeds, enfrentar o Chelsea ainda é uma questão de honra.

Millwall – Forte rivalidade nas divisões inferiores.

O Millwall pode parecer um rival improvável à primeira vista, mas quem acompanhou o Leeds durante sua passagem pela Championship e pela League One sabe o quanto esses duelos eram carregados de tensão. Ambas as torcidas têm reputação de fervorosas e, em muitas ocasiões, os confrontos foram marcados por incidentes nas arquibancadas.

A antipatia mútua se firmou durante os anos 2000, quando Leeds e Millwall disputaram vagas nos play-offs e partidas decisivas. Até hoje, mesmo com caminhos que às vezes se separam, o nome Millwall sempre desperta reação entre os torcedores do Leeds.

Sheffield Wednesday e Huddersfield Town – Rivalidades regionais de Yorkshire

Por estarem localizados no mesmo condado de West Yorkshire, os duelos contra Sheffield Wednesday e Huddersfield Town sempre carregaram um componente regional forte. Embora o nível de rivalidade não seja o mesmo de Manchester ou Chelsea, esses clássicos têm importância simbólica, especialmente para os torcedores locais.

Esses confrontos são conhecidos por sua atmosfera carregada, arquibancadas divididas e o desejo incontrolável de se impor dentro do próprio território. Para os torcedores do Leeds, vencer esses jogos é mais do que pontuar — é reafirmar a supremacia dentro de Yorkshire.

Títulos Conquistados pelo Leeds

Ao longo de sua trajetória marcada por altos e baixos, o Leeds United Football Club construiu um currículo de respeito no cenário nacional e internacional. Os títulos conquistados representam mais do que troféus em prateleiras — são testemunhos de eras gloriosas, de gerações vencedoras e do poder de superação que acompanha o clube em todos os tempos.

De conquistas na elite inglesa a triunfos continentais, passando por taças simbólicas e títulos estaduais, o Leeds deixou sua marca em diferentes palcos. A seguir, reunimos os principais campeonatos vencidos que compõem o patrimônio esportivo do clube.

Títulos nacionais

O Leeds United Football Club é tricampeão inglês, tendo conquistado o título da liga nacional nas temporadas 1968–69, 1973–74 e 1991–92 — este último, o derradeiro campeonato antes da criação da Premier League. Esses troféus foram conquistados com times lendários, sob o comando de técnicos como Don Revie e Howard Wilkinson.

Além disso, o clube venceu a FA Cup (Copa da Inglaterra) em 1971–72, e a Copa da Liga Inglesa em 1967–68, consolidando sua força também nas competições eliminatórias. A Supercopa da Inglaterra (Charity Shield) foi conquistada em duas ocasiões: 1969 e 1992.

Outro destaque nacional são os títulos da segunda divisão inglesa, vencida cinco vezes (1923–24, 1963–64, 1989–90, 2019–20 e 2024–25), além de um vice-campeonato da terceira divisão em 2009–10 — símbolo da reconstrução recente do clube.

Títulos internacionais

No cenário europeu, o Leeds também deixou sua marca. Foi bicampeão da Taça das Cidades com Feiras (precursora da atual Liga Europa) nas temporadas 1967–68 e 1970–71. A competição reunia clubes das principais cidades europeias e tinha prestígio elevado na época.

Além dos títulos, o clube chegou a três finais continentais importantes:

  • Liga dos Campeões da UEFA (vice em 1974–75, contra o Bayern de Munique),
  • Taça das Cidades com Feiras (vice em 1966–67),
  • Recopa Europeia da UEFA (vice em 1972–73).

Esses feitos reforçam a tradição internacional do Leeds, que mesmo fora dos centros mais midiáticos do futebol europeu, sempre competiu de igual para igual com as grandes potências.

Títulos estaduais

Embora os torneios estaduais não tenham a mesma relevância na Inglaterra como em outros países, o Leeds teve destaque em algumas competições locais e amistosas de caráter regional.

Nos primeiros anos, venceu torneios como a West Yorkshire Cup e a Yorkshire Evening Post Cup, torneios entre clubes do condado que ajudaram a firmar o clube no cenário local nas décadas iniciais.

Esses títulos têm valor simbólico, especialmente pelo contexto histórico em que foram disputados: épocas de formação, rivalidades acirradas com clubes vizinhos e construção da base de torcedores que sustenta o Leeds até hoje.

Títulos amistosos relevantes

Ao longo da história, o Leeds participou de diversos torneios amistosos de prestígio. Entre os destaques estão conquistas em competições internacionais de pré-temporada como o Makita International Tournament e a Orange Trophy, além de amistosos vencidos contra clubes gigantes da Europa — incluindo Real Madrid, Milan e Barcelona em diferentes épocas.

Embora não oficiais, essas vitórias ajudaram a construir a imagem de um clube competitivo em qualquer cenário, sempre pronto para medir forças com os grandes da bola.

Administração e Finanças

Depois de viver uma das maiores crises financeiras da história do futebol inglês, o Leeds United Football Club passou por uma transformação administrativa que foi fundamental para sua recuperação.

As decisões fora de campo, muitas vezes tão impactantes quanto as jogadas dentro dele, moldaram os rumos do clube nas últimas décadas — para o bem e para o mal.

Nos últimos anos, com a entrada de novos investidores e a profissionalização da gestão, o Leeds passou a adotar um modelo mais sustentável, buscando equilíbrio entre ambição esportiva e responsabilidade financeira. A seguir, exploramos os bastidores dessa reestruturação que deu ao clube uma nova base para crescer com solidez.

Crise e colapso nos anos 2000

No início dos anos 2000, o Leeds United Football Club viveu um colapso financeiro que se tornou referência negativa no futebol europeu. Após gastar valores altíssimos com contratações e salários, apostando em conquistas que não se concretizaram, o clube acumulou dívidas impagáveis — chegando a cerca de 100 milhões de libras.

A venda de estrelas como Rio Ferdinand, Robbie Keane e Jonathan Woodgate foi apenas o começo de uma liquidação forçada. A perda de receitas e a ausência em competições europeias agravaram a situação.

Em 2004, veio o rebaixamento da Premier League e, anos depois, o clube teve que vender o próprio estádio e centro de treinamento. Em 2007, o Leeds chegou ao fundo do poço: foi rebaixado para a terceira divisão e declarado em processo de falência. Foi o ponto mais baixo da sua história.

A chegada de Radrizzani e a recuperação do controle

Em 2017, o empresário italiano Andrea Radrizzani comprou 100% do clube, assumindo uma gestão que priorizava a reorganização financeira e patrimonial. Seu primeiro grande ato simbólico foi recomprar o Elland Road, restaurando o orgulho e a autonomia do clube após mais de uma década sem possuir seu próprio estádio.

Radrizzani também investiu na modernização da estrutura, reorganizou os contratos com patrocinadores e adotou práticas de governança mais transparentes.

Seu papel foi essencial para estabilizar o clube e prepará-lo para voos maiores — incluindo a contratação de Marcelo Bielsa, que impulsionou não só o time, mas também as receitas comerciais e o valor da marca Leeds.

A era 49ers Enterprises: modernização e expansão

A partir de 2018, a entrada da 49ers Enterprises — braço de investimento do San Francisco 49ers, da NFL — trouxe uma nova dimensão ao projeto de crescimento do Leeds. Inicialmente como investidores minoritários, os americanos foram aumentando sua participação ao longo dos anos e, em 2023, assumiram o controle majoritário do clube.

Com visão de negócios esportivos globais, os 49ers implementaram práticas modernas de gestão, aumentaram o potencial comercial da marca Leeds e abriram novas possibilidades de receita. O clube passou a mirar não apenas estabilidade, mas também projetos de expansão, incluindo melhorias em Elland Road, marketing internacional e estratégias digitais.

A atual fase do Leeds é marcada por equilíbrio financeiro, responsabilidade com gastos e um plano claro de crescimento sustentável — algo impensável nos dias sombrios da década de 2000.

Marketing e Comunicação

Com a modernização da gestão e a presença de investidores estrangeiros, o Leeds United Football Club passou a encarar o marketing e a comunicação como áreas estratégicas para consolidar sua marca globalmente.

A transformação fora de campo não envolveu apenas finanças e estrutura, mas também a forma como o clube se posiciona diante de seus torcedores e do mercado.

A reconexão com a base histórica, aliada a uma atuação digital mais profissional e à expansão internacional da marca, fez do Leeds uma referência entre os clubes que conseguiram preservar sua identidade sem abrir mão da inovação. A seguir, exploramos como o clube tem atuado para fortalecer sua imagem, engajar a torcida e atrair novos públicos.

Canais oficiais e redes sociais

Nos últimos anos, o Leeds United Football Club investiu fortemente em sua presença digital, transformando seus canais oficiais em verdadeiros pontos de contato com a torcida global. O site oficial (leedsunited.com) passou por reformulações, com conteúdo dinâmico, loja integrada e cobertura multimídia dos bastidores do clube.

Nas redes sociais, o Leeds se destaca pela linguagem autêntica e pela interação próxima com os torcedores. Com perfis ativos no Instagram, Twitter (X), Facebook, YouTube e TikTok, o clube compartilha treinos, campanhas, curiosidades históricas e bastidores de forma envolvente.

Durante a era Bielsa, por exemplo, o engajamento explodiu, ampliando significativamente o alcance global da marca.

Campanhas e identidade visual

A comunicação visual do Leeds reflete um equilíbrio entre tradição e modernidade. O clube mantém como essência a paleta de cores branca, azul e amarela, frequentemente presente nas campanhas e lançamentos de uniformes. As ativações de marketing destacam a conexão com a cidade, a história do clube e o envolvimento da torcida.

Entre as campanhas mais marcantes estão o relançamento do uniforme branco clássico inspirado nos anos 70, e os vídeos promocionais com narração emocional e imagens históricas. A produção de conteúdos especiais — como mini documentários, entrevistas com ex-jogadores e homenagens a ídolos — fortalece o vínculo entre clube e torcedor.

Expansão de marca e novos públicos

A entrada dos 49ers Enterprises impulsionou a internacionalização do Leeds. Parcerias comerciais com grandes marcas, como a Red Bull, e a ampliação da loja oficial para atender o público global refletem essa nova fase.

O clube também passou a explorar mercados estratégicos, como Estados Unidos, Austrália e Sudeste Asiático — regiões com fortes laços por conta de jogadores históricos, como Viduka e Radebe.

Eventos digitais, programas de sócio-torcedor adaptados ao público estrangeiro e colaborações com influenciadores esportivos ajudaram o Leeds a expandir sua base de fãs além de Yorkshire. Sem perder suas raízes, o clube conseguiu se posicionar como uma marca relevante no futebol moderno.

Curiosidades sobre o Leeds

Entre glórias, rebaixamentos, ídolos e reviravoltas, o Leeds United Football Club acumulou ao longo de mais de um século inúmeras histórias peculiares, recordes inusitados e momentos que ultrapassam os limites do futebol. São detalhes que ajudam a entender a grandeza do clube sob um ângulo mais leve, humano e, muitas vezes, surpreendente.

Essas curiosidades, muitas delas pouco conhecidas do grande público, reforçam o carisma do Leeds e a conexão emocional que ele desperta em seus torcedores. A seguir, algumas das mais interessantes que ajudam a pintar um retrato ainda mais rico da alma branca de Elland Road.

Bielsa e o gol cedido: o jogo que parou o mundo

Em abril de 2019, o mundo do futebol parou para assistir a uma atitude raríssima: em um jogo decisivo contra o Aston Villa, com o placar empatado, o Leeds marcou um gol polêmico com um jogador adversário caído. Em um gesto de pura ética esportiva, Marcelo Bielsa ordenou que sua equipe deixasse o Villa empatar imediatamente após o reinício do jogo.

A atitude dividiu opiniões na imprensa, mas conquistou o respeito de milhões ao redor do mundo. O gesto virou manchete global e reafirmou os valores de integridade que Bielsa — e por consequência, o Leeds — representavam naquele momento.

O Leeds que inspirou (e se inspirou no) Real Madrid

A camisa toda branca, hoje marca registrada do Leeds United, foi uma ideia de Don Revie, no início dos anos 60. O treinador queria mudar a mentalidade do clube e acreditava que vestir o time como o poderoso Real Madrid ajudaria a elevar o padrão.

Curiosamente, com o tempo, o Leeds construiu uma identidade tão própria com o uniforme branco que, para muitos torcedores, foi o Real quem acabou se tornando uma referência distante — e o Leeds, uma versão inglesa de sua própria grandeza.

Nelson Mandela e o Leeds United: a conexão improvável

Poucos torcedores sabem, mas Nelson Mandela declarou em uma entrevista ser torcedor do Leeds — e o motivo tem nome e sobrenome: Lucas Radebe. O defensor sul-africano, que brilhou como capitão do clube nos anos 90 e 2000, era visto como um símbolo nacional de superação e orgulho pós-apartheid.

Mandela via em Radebe não apenas um grande jogador, mas um exemplo de dignidade. Desde então, o Leeds passou a ter um respeito especial na África do Sul, sendo um dos clubes ingleses mais admirados no país até hoje.

Redes sociais oficiais

Para acompanhar as novidades do clube, conteúdos exclusivos e bastidores do dia a dia em Elland Road, o Leeds United Football Club mantém uma presença digital ativa e envolvente. Confira abaixo os canais oficiais:

Essas plataformas são ideais para quem quer se manter conectado com o clube em tempo real — seja para notícias, jogos, entrevistas, lançamentos de uniformes ou campanhas com os torcedores.

Perguntas Frequentes

Qual é o rival do Leeds?

O principal rival do Leeds United Football Club é o Manchester United, em uma rivalidade histórica conhecida como “Guerra das Rosas”. O clube também tem fortes rivalidades com Chelsea, Millwall, Sheffield Wednesday e Huddersfield Town.

Quanto custa o Leeds?

Estima-se que o valor de mercado do Leeds gire em torno de £170 milhões a £250 milhões, dependendo da temporada, do desempenho esportivo e da divisão disputada. Após a aquisição majoritária pelos 49ers Enterprises, o clube passou a adotar um modelo de valorização progressiva da marca.

Por que o Leeds United é chamado de “The Whites”?

O apelido “The Whites” vem da cor tradicional do uniforme do clube, adotado nos anos 60 por Don Revie, que se inspirou no Real Madrid para reformular a identidade visual do Leeds. Desde então, o branco passou a ser símbolo da equipe.

O Leeds já foi campeão inglês?

Sim. O Leeds United Football Club foi campeão inglês três vezes: nas temporadas 1968–69, 1973–74 e 1991–92 — esta última sendo a última antes da criação da Premier League.

Quando o Leeds voltou à Premier League?

O Leeds voltou à Premier League em 2020, após conquistar o título da Championship 2019–20 sob o comando de Marcelo Bielsa. Após novo rebaixamento, retornou novamente à elite em 2025, com título garantido na última rodada contra o Plymouth.

Quem é o maior ídolo da história do Leeds?

Embora o clube tenha revelado e acolhido muitos ídolos, o maior de todos é, para muitos torcedores, Billy Bremner — eterno capitão, símbolo de raça e coração da era dourada sob Don Revie. Outros nomes históricos incluem Jack Charlton, Peter Lorimer e o técnico Marcelo Bielsa.

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