Valencia Club de Fútbol
Valencia Club de Fútbol
Títulos Conquistados
Nacionais
- 🏆 La Liga – 6 títulos
- 🏆 Copa del Rey – 8 títulos
- 🏆 Supercopa da Espanha – 1 título
Internacionais
- 🏆 UEFA Cup Winners’ Cup – 1 título
- 🏆 UEFA Cup (Liga Europa) – 1 título
- 🏆 Supercopa da UEFA – 2 títulos
- 🏆 Taça das Cidades com Feiras – 1 título
Ídolos do Clube



O Valencia Club de Fútbol é mais do que um clube centenário — é uma paixão que pulsa no leste da Espanha, símbolo de tradição, identidade e resistência.
Fundado em 1919, o time da cidade de Valência conquistou um espaço nobre na história do futebol europeu, seja por seus títulos nacionais e continentais, seja pelo seu estádio icônico, o Mestalla, ou por formar gerações de torcedores apaixonados, conhecidos como “valencianistas”.
Ao longo das décadas, o Valencia soube se reinventar e se firmar como uma das maiores forças do futebol espanhol.
A importância do Valencia Club de Fútbol vai muito além das quatro linhas. O clube é protagonista de rivalidades acirradas, viveu altos e baixos intensos, revelou ídolos eternos e se mantém firme entre os gigantes da La Liga.
Sua trajetória reflete a alma de uma cidade que respira futebol, onde cada vitória é celebrada com fervor e cada obstáculo é enfrentado com coragem.
Neste artigo, vamos mergulhar a fundo na rica história do Valencia, seus títulos, ídolos, curiosidades e muito mais — sempre com o olhar de quem ama esse esporte com toda intensidade.
História do Valencia

A trajetória do Valencia Club de Fútbol é marcada por superação, glórias e momentos que moldaram não apenas um clube, mas também uma paixão coletiva.
Desde sua fundação no início do século XX, o time valenciano atravessou períodos turbulentos, como guerras e crises financeiras, mas também viveu décadas de ouro, títulos históricos e a consagração de ídolos que ficaram eternizados no imaginário de seus torcedores.
O clube não apenas sobreviveu aos desafios do tempo, mas se reinventou em diferentes eras, consolidando-se como uma das instituições mais importantes do futebol espanhol.
Conhecer a história do Valencia é revisitar os altos e baixos de uma equipe que carrega no escudo o espírito resiliente da cidade de Valência e o orgulho de ser um dos pilares da La Liga.
O começo: Final dos anos 1910
O Valencia Club de Fútbol nasceu oficialmente em 18 de março de 1919, fruto da iniciativa de um grupo de jovens apaixonados por futebol que desejavam representar a cidade de Valência em competições oficiais.
O clube foi fundado no Bar Torino, um ponto de encontro tradicional da cidade, e rapidamente começou a formar sua identidade dentro e fora de campo.
A primeira partida da história do Valencia foi contra o Gimnástico, em Castellón, com derrota por 1 a 0 — um início modesto, mas simbólico de uma longa e gloriosa jornada.
Naqueles primeiros anos, o clube ainda se chamava Valencia Foot-Ball Club, refletindo a influência britânica no surgimento do esporte na Espanha.
Não havia grandes estruturas ou ambições continentais, mas já havia algo essencial: o fervor local por um time que representasse os valores e a cultura valenciana.
Primeiros altos e baixos: Anos 1920
A década de 1920 marcou a consolidação do Valencia no cenário regional. Em 1923, o clube conquistou seu primeiro Campeonato Regional, o que lhe garantiu uma vaga na prestigiada Copa do Rei.
No mesmo ano, o Valencia inaugurou o Estádio Mestalla, com capacidade para 17 mil torcedores, num amistoso contra o rival local Levante — vitória por 1 a 0 e o início de uma relação profunda com um dos templos mais tradicionais do futebol espanhol.
Em 1928, foi criada oficialmente a Liga Espanhola (La Liga), mas o Valencia não conseguiu vaga na Primeira Divisão, sendo derrotado na pré-eliminatória.
Participou então da Segunda Divisão, terminando em quinto lugar. Era um período de crescimento estrutural, em que o clube se adaptava ao futebol profissional, apesar de ainda oscilar entre conquistas regionais e desafios nacionais.
Guerra Civil e vice: Anos 1930
Os anos 1930 trouxeram tanto tragédias quanto marcos importantes na trajetória do Valencia Club de Fútbol.
O país mergulhou na Guerra Civil Espanhola, e o Mestalla foi gravemente danificado durante os conflitos, obrigando o clube a reconstruir sua casa no pós-guerra. Mesmo diante de tamanha adversidade, o Valencia mostrava resiliência.
Em 1934, o time chegou pela primeira vez à final da Copa do Rei, enfrentando o poderoso Real Madrid. Apesar da derrota por 2 a 1, aquela campanha consolidou o clube entre os protagonistas do futebol espanhol.
A década foi marcada por incertezas políticas e esportivas, mas também por um crescente fortalecimento do Valencia como instituição — pronto para alcançar novos voos na década seguinte.
Década de ouro: Anos 1940
A década de 1940 foi, para muitos, a mais vitoriosa da história do Valencia. Logo no início do período, o clube conquistou sua primeira Copa do Rei em 1941, superando o RCD Espanyol.
A consagração, no entanto, viria com a conquista de três títulos do Campeonato Espanhol: 1941–42, 1943–44 e 1946–47 — um feito que colocaria o Valencia definitivamente entre os gigantes do país.
Essa era ficou marcada pela mítica “Dianteira Elétrica”, formada por Epi, Mundo, Amadeo, Asensi e Gorostiza. O destaque absoluto foi Mundo, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.
A combinação de talento ofensivo e solidez coletiva transformou o Valencia em uma potência respeitada, com um estilo de jogo vibrante e vitorioso.
Pouco movimento: Anos 1950
Após os anos dourados, a década de 1950 foi de menor protagonismo nas competições nacionais. O Valencia conquistou mais uma Copa do Rei em 1954, mas teve atuações discretas na La Liga, sem disputar diretamente o título.
Mesmo assim, o clube manteve sua base de torcedores fiel e seguiu sendo uma referência no futebol espanhol.
Foi um período de estabilidade e manutenção, em que o clube procurava se reorganizar financeiramente e estruturalmente para o que viria nas décadas seguintes. Embora sem o brilho de outrora, o Valencia preservava sua identidade competitiva.
Conquistas continentais: Anos 1960
Nos anos 1960, o Valencia começou a projetar sua força além das fronteiras da Espanha.
O clube conquistou duas vezes a Taça das Cidades com Feiras — torneio precursor da Liga Europa — em 1961–62 (contra o Barcelona) e 1962–63 (contra o Dinamo Zagreb), dando seus primeiros passos de glória no cenário continental.
Esses títulos foram fundamentais para posicionar o Valencia como um clube de expressão europeia.
Em 1967, ainda viria mais uma Copa do Rei, reforçando uma década que, apesar de não ter títulos da liga nacional, consolidou o Valencia como uma potência internacional emergente.
Era Mario Kempes: Anos 1970
A década de 1970 começou promissora, com o título da La Liga 1970–71, quebrando um jejum de mais de duas décadas.
Mas foi em 1976 que o Valencia realmente ganhou um novo fôlego, com a contratação do atacante argentino Mario Kempes, vindo do Rosario Central.
Kempes rapidamente se tornou um fenômeno. Goleador nato, venceu o Troféu Pichichi em duas temporadas consecutivas e foi essencial na conquista da Copa do Rei de 1978–79, quando marcou dois gols na final contra o Real Madrid.
Seu estilo combativo, técnico e decisivo encantou os torcedores e o consagrou como um dos maiores ídolos da história do clube.
Recopa e crise no Valencia: Anos 1980
O início dos anos 1980 foi marcado por mais um feito internacional. Na temporada 1979–80, o Valencia conquistou a sua primeira e única Recopa Europeia, derrotando o Arsenal nas penalidades na final disputada em Bruxelas.
Foi o auge da era Kempes, que posteriormente retornaria ao futebol argentino.
No entanto, os problemas não tardaram. As reformas no Mestalla para a Copa do Mundo de 1982 agravaram a situação financeira do clube.
A crise culminou no rebaixamento para a Segunda Divisão em 1985–86, um dos momentos mais delicados da história do Valencia.
Apesar disso, a resposta foi rápida.
Sob o comando do presidente Arturo Tuzón, o clube retornou à elite na temporada seguinte, com uma base forte de jogadores oriundos da cantera (base) e uma política de austeridade para equilibrar as finanças.
Recuperação: Anos 1990
A década de 1990 foi de reconstrução progressiva e reafirmação no cenário nacional. O Valencia foi vice-campeão espanhol em 1989–90 e passou a brigar com frequência na parte de cima da tabela.
Em 1992, o clube se transformou oficialmente em Sociedade Anônima Esportiva, dando um passo importante rumo à profissionalização de sua gestão.
Apesar de altos e baixos dentro de campo, o clube manteve estabilidade e apostou em grandes nomes, como Romário — contratado em 1996 com o maior salário do futebol na época, embora sua passagem tenha sido breve.
A grande conquista da década veio em 1998–99, com o título da Copa do Rei, vencida com autoridade sobre o Atlético de Madrid.
Esse título seria o prenúncio do que viria nos anos 2000: uma sequência de campanhas históricas e o retorno definitivo ao topo do futebol europeu.
Êxitos e vices: Anos 2000
A década começou com um feito inédito: o Valencia chegou à final da Liga dos Campeões da UEFA em duas temporadas consecutivas — 1999–00 e 2000–01.
Apesar das derrotas para Real Madrid e Bayern de Munique, o clube mostrou ao mundo que estava de volta ao mais alto nível do futebol europeu.
A consagração veio em 2001–02, com o título da La Liga sob o comando de Rafa Benítez, técnico jovem e promissor na época.
Em 2003–04, a equipe repetiu o feito com mais um título espanhol e ainda conquistou a Copa da UEFA e a Supercopa da UEFA, em uma temporada que entrou para a história.
A base formada por Cañizares, Ayala, Albelda, Vicente, Baraja e Mista encantou a Europa com um futebol eficiente e sólido.
Esse ciclo de ouro, porém, começou a se desgastar com o tempo.
Mesmo com a chegada de jogadores talentosos e altos investimentos — como no projeto do Nou Mestalla —, problemas financeiros e má gestão começaram a comprometer os resultados na segunda metade da década.
Anos 2010
Os anos 2010 foram marcados por grande oscilação.
O clube continuou revelando talentos como David Silva, Juan Mata e Jordi Alba, mas também enfrentou dificuldades para manter seus principais jogadores, vendendo-os a rivais nacionais e clubes europeus.
O sonho do Novo Mestalla ficou inacabado por anos, refletindo a instabilidade fora de campo.
Mesmo assim, houve lampejos de competitividade. O Valencia frequentemente disputava vagas em competições europeias e chegou a fazer boas campanhas na Champions League e Liga Europa.
O ápice da década foi o título da Copa do Rei de 2018–19, conquistado sobre o Barcelona por 2 a 1 — uma conquista simbólica, no ano do centenário do clube.
Anos 2020
A década atual começou com o desafio de equilibrar finanças e reformular o elenco em meio a uma nova realidade esportiva. O clube passou a adotar um perfil mais jovem, apostando em jogadores formados na base e contratações de baixo custo.
A gestão de Peter Lim, muito criticada pela torcida, gerou protestos e um distanciamento entre diretoria e arquibancada.
Apesar dos obstáculos, o Valencia segue presente na La Liga, buscando retomar o protagonismo com responsabilidade financeira e valorização dos talentos locais.
O projeto da academia voltou a ganhar importância, e nomes como Javi Guerra, Gayà e Mamardashvili representam essa nova fase: menos estrelada, mas carregada de identidade.
Símbolos do Clube
Mesmo diante das transformações ao longo das décadas, o Valencia Club de Fútbol nunca perdeu seus símbolos mais profundos — aqueles que conectam gerações de torcedores e preservam a essência do clube.
Escudo, uniforme e bandeira são mais do que elementos visuais: são representações da história, da cultura local e do orgulho valencianista que resiste ao tempo.
Uniformes
O uniforme do Valencia é reconhecido por sua elegância e simplicidade. Desde sua origem, o clube adota o branco como cor principal, símbolo de pureza e tradição.
Os calções pretos completam o clássico visual que acompanhou o time em suas maiores conquistas. Ao longo dos anos, variações foram introduzidas, mas sem perder a identidade.
O segundo uniforme, tradicionalmente nas cores laranja ou preto, presta homenagem à bandeira da Comunidade Valenciana.
Em algumas temporadas, o clube lançou uniformes alternativos com cores ousadas, como azul, dourado e até verde, geralmente em edições comemorativas ou para competições internacionais.
Fabricado atualmente pela Puma, o uniforme do clube evoluiu em design e tecnologia, mas segue respeitando as raízes históricas do Valencia — mantendo o equilíbrio entre modernidade e tradição.
Escudo

O escudo do Valencia é um dos mais icônicos do futebol mundial. Sua composição traz elementos marcantes da história e da heráldica valenciana, como o morcego, símbolo da cidade de Valência, que aparece no topo do emblema.
A figura remonta a tempos medievais, quando o morcego era considerado um sinal de sorte em batalhas — especialmente durante a reconquista da cidade pelos cristãos.
O escudo também inclui as listras vermelhas e amarelas da Senyera, bandeira da Comunidade Valenciana, reforçando os laços regionais.
O nome do clube aparece em destaque, centralizado, e o conjunto forma um emblema respeitado, reconhecido e carregado de significado.
Ao longo dos anos, o escudo passou por pequenas atualizações gráficas, mas manteve sua estrutura original e simbologia intacta, como forma de preservar a identidade do clube.
Bandeira
A bandeira do Valencia CF é um reflexo direto da cultura valenciana. Em sua versão tradicional, ela mistura os elementos da Senyera (bandeira da comunidade) com o escudo do clube ao centro.
É comum vê-la tremulando nas arquibancadas do Mestalla em dias de jogo, representando não só um time, mas também o orgulho de toda uma região.
A bandeira é um dos símbolos mais presentes nas manifestações da torcida, usada em festas, protestos, homenagens e coreografias. Ela expressa o sentimento coletivo de pertencimento, reforçando o lema: o Valencia é mais que um clube — é parte viva da cidade.
Mascote
O mascote oficial do Valencia é o morcego, símbolo histórico da cidade de Valência e figura central também no escudo do clube.
Com raízes medievais, o morcego representa boa sorte e proteção, tendo sido associado a vitórias militares na região no passado.
A lenda diz que um morcego pousou no estandarte do rei Jaime I durante a reconquista da cidade — e desde então, o animal passou a ser símbolo do território valenciano.
No contexto esportivo, o mascote é presença garantida em eventos oficiais e partidas, representado de forma carismática e amigável, especialmente para engajar os torcedores mais jovens.
Ele reforça o vínculo do clube com sua cultura local e serve como ponte entre o passado e o presente.
Hino
O hino do Valencia CF, chamado Himne de la Comunitat Valenciana (Hino da Comunidade Valenciana), é executado com emoção antes das partidas no Mestalla, especialmente nos clássicos e jogos decisivos.
Embora o clube também tenha uma versão própria, o uso do hino regional reforça a ligação entre o time e sua terra natal.
O tom solene e o orgulho contido na letra tornam o momento especial para os torcedores, que cantam em uníssono como forma de exaltar sua identidade coletiva.
É um dos rituais mais respeitados nas arquibancadas, um verdadeiro ato de pertencimento.
Cores
As cores do Valencia são outro elemento que traduz a essência do clube. O branco predominante no uniforme principal representa pureza e tradição, enquanto o preto nos calções confere sobriedade e força visual.
Ao longo dos anos, o laranja também passou a ser utilizado em uniformes alternativos, em homenagem à Senyera, bandeira da Comunidade Valenciana.
Essa paleta simples, mas cheia de significado, tornou-se imediatamente reconhecível. As cores não apenas identificam o time dentro de campo, mas também reforçam seu vínculo com a cidade e sua história.
São cores que, para o valencianista, falam mais alto que palavras.
Estrutura e patrimônio
A força de um clube não está apenas nos seus títulos, mas também na solidez da sua estrutura e na simbologia dos espaços que o representam.
No caso do Valencia Club de Fútbol, o patrimônio físico carrega uma carga emocional profunda — com o histórico estádio Mestalla como epicentro da paixão valencianista e o ambicioso, porém inacabado, projeto do Nou Mestalla como reflexo das transformações e desafios vividos nas últimas décadas.
Mestalla
O Estádio Mestalla é um dos templos mais tradicionais do futebol europeu. Inaugurado em 20 de maio de 1923, inicialmente com capacidade para 17 mil torcedores, tornou-se, ao longo do tempo, o verdadeiro coração do Valencia CF.
Atualmente, comporta cerca de 48.600 espectadores, oferecendo uma atmosfera única e vibrante, conhecida por sua inclinação acentuada nas arquibancadas e pelo ambiente intimidador criado pela torcida.
Mais do que apenas a casa do time, o Mestalla é um símbolo de resistência e história. Sobreviveu à Guerra Civil Espanhola, a reformas estruturais para a Copa do Mundo de 1982 e às inúmeras transformações do clube.
É ali que gerações de torcedores viveram emoções inesquecíveis e ídolos eternizaram suas trajetórias.
Mesmo com os planos para um novo estádio, o Mestalla segue vivo, pulsante e reverenciado — um monumento emocional do futebol espanhol.
Novo Estádio: Nou Mestalla (Projeto parado desde 2009. Tentativas recentes de retomada com apoio de La Liga/CVC)
Em 2007, o clube deu início ao projeto do Nou Mestalla, um estádio moderno com capacidade prevista para 75 mil torcedores, localizado na zona noroeste da cidade de Valência.
A obra, porém, foi interrompida em 2009 devido a sérias dificuldades financeiras, resultado da crise global e da má gestão interna naquele período.
Desde então, o esqueleto do novo estádio permaneceu inacabado, servindo como símbolo das promessas não cumpridas e das dificuldades estruturais enfrentadas pelo clube na última década.
Nos últimos anos, contudo, houve novas tentativas de retomar o projeto com apoio do fundo CVC e da própria La Liga, que vê no novo estádio uma peça estratégica para o futuro financeiro do Valencia.
A conclusão do Nou Mestalla ainda é incerta, mas representa uma ambição que persiste: modernizar a estrutura do clube sem perder suas raízes — e, quem sabe, inaugurar uma nova era esportiva em um lar à altura da grandeza valencianista.
Estatísticas
O Valencia disputou, até 2024, 89 temporadas na Primeira Divisão espanhola e apenas quatro na Segunda — uma prova de sua consistência entre os grandes.
No total, foram 2.550 partidas, com 1.141 vitórias, 587 empates e 822 derrotas, além de 4.226 gols marcados e 3.324 sofridos, o que resulta em um saldo positivo de 902 gols.
Com 3.219 pontos conquistados, o clube ocupa a 4ª colocação na classificação histórica da La Liga.
Entre as maiores goleadas, destacam-se vitórias por 8 a 0 sobre o Sevilla (1943) e o Sporting de Gijón (1953).
Já a maior goleada fora de casa foi um 6 a 1 contra o Málaga em 2004. Por outro lado, o clube também enfrentou derrotas pesadas, como o 7 a 0 diante do Barcelona em 2016.
Treinadores
Ao longo da história, o Valencia Club de Fútbol foi comandado por dezenas de treinadores, muitos deles figuras emblemáticas do futebol internacional.
Alfredo Di Stéfano teve passagens marcantes, assim como Rafa Benítez, que viveu um dos períodos mais vitoriosos do clube, com títulos da La Liga e da Copa da UEFA.
Outros nomes notáveis incluem Claudio Ranieri, tanto em sua primeira passagem (1997–1999) quanto no retorno em 2004–2005; além de Carlos Alberto Parreira, Luis Aragonés, Héctor Cúper e Unai Emery.
Cada um deixou sua contribuição para diferentes fases do clube — seja na formação de elencos competitivos, seja em conquistas ou reconstruções táticas.
Recordes de partidas disputadas
O jogador que mais vestiu a camisa do Valencia foi Fernando Gómez Colomer, com impressionantes 553 jogos entre 1983 e 1998.
Outros nomes como Ricardo Arias (521 partidas) e David Albelda (485 jogos) também figuram entre os que mais defenderam o escudo do clube com regularidade e entrega.
Esses atletas representam a espinha dorsal do Valencia em diferentes momentos da história, mostrando como a longevidade e a fidelidade ao clube moldam a identidade valencianista.
Maiores artilheiros
No topo da artilharia histórica do clube está Edmundo Suárez “Mundo”, com 206 gols marcados entre 1939 e 1950 — uma lenda absoluta.
O brasileiro Waldo Machado vem na sequência com 160 gols, seguido pelo argentino Mario Kempes, que balançou as redes 146 vezes e virou ídolo internacional.
Outros nomes importantes incluem Fernando Gómez (143 gols), David Villa (129), e Silvestre Igoa (117), todos fundamentais para campanhas memoráveis.
Esses atacantes representam gerações distintas, mas com um elemento em comum: o faro de gol a serviço de um dos clubes mais tradicionais da Espanha.
Artilheiros do Campeonato Espanhol – Troféu Pichichi
O primeiro grande destaque do Valencia na artilharia da La Liga foi Edmundo Suárez “Mundo”, que venceu o Troféu Pichichi duas vezes: nas temporadas 1941–42 e 1943–44, com 27 gols em cada uma.
Seu faro de gol ajudou o clube a conquistar títulos nacionais e consolidar sua força ofensiva.
Na sequência, outros nomes brilharam: Ricardo Alós foi artilheiro em 1957–58 com 19 gols, e o brasileiro Waldo Machado levou o prêmio na temporada 1966–67, com 24 gols.
Mas nenhum outro atacante se tornou tão simbólico quanto Mario Kempes, que conquistou o Pichichi duas vezes seguidas — 1976–77 (24 gols) e 1977–78 (28 gols) — marcando uma geração com seu estilo vibrante e decisivo.
Goleiros menos vazados do Campeonato Espanhol – Troféu Zamora
Na defesa, o Valencia também deixou sua marca. O primeiro goleiro do clube a conquistar o Troféu Zamora foi Ignacio Eizaguirre, nas temporadas 1943–44 e 1944–45, com médias excepcionais de gols sofridos.
Anos depois, Goyo (1957–58), Abelardo (1970–71) e Manzanedo (1978–79) também foram premiados como os menos vazados da liga.
O grande nome do século XXI, porém, foi Santiago Cañizares, que defendeu o clube com maestria e conquistou o Zamora em três ocasiões: 2000–01, 2001–02 e 2003–04.
Sua segurança foi determinante nas campanhas vitoriosas sob o comando de Rafa Benítez, que renderam dois títulos da La Liga e uma Copa da UEFA.
Categorias de Base
As categorias de base do Valencia CF são tradicionalmente fortes e possuem um histórico notável na formação de jogadores de elite.
Vários nomes que brilharam no futebol europeu passaram pelas divisões inferiores do clube, como David Albelda, Gaizka Mendieta, Isco e Ferran Torres.
Com times organizados desde o sub-8 até o sub-19, o foco é não apenas formar atletas, mas também cidadãos, com forte ênfase em valores esportivos, educação e disciplina.
O desempenho das equipes de base nas competições espanholas é consistente, e a cada temporada novos talentos são promovidos ao time principal ou ganham destaque em clubes do continente.
A filosofia é clara: manter a identidade do clube viva por meio das próximas gerações.
Academia VCF
A Academia VCF, localizada na Cidade Desportiva de Paterna, é o coração do projeto formativo do clube.
Considerada uma das melhores estruturas de base da Espanha, conta com campos de grama natural e artificial, ginásios, centros médicos e alojamentos modernos.
Essa infraestrutura de ponta permite que os jovens atletas tenham tudo o que precisam para se desenvolver em alto nível.
A metodologia da academia prioriza o estilo de jogo ofensivo, posse de bola e inteligência tática — características que moldam o DNA do Valencia CF.
Além disso, há um trabalho contínuo de integração entre a base e o elenco profissional, o que facilita a transição dos talentos para o futebol de alto rendimento.
A Academia VCF não é apenas uma escola de futebol: é uma fábrica de sonhos que move o futuro do clube.
Ídolos e Personagens Históricos

Ao longo de mais de um século de existência, o Valencia Club de Fútbol foi moldado por personagens que transcenderam o tempo.
Ídolos que deixaram sua marca em momentos decisivos, lideranças que representaram a alma do clube e figuras que ajudaram a escrever capítulos inesquecíveis da história valencianista.
O reconhecimento a esses nomes é parte essencial da identidade do clube e da conexão emocional com sua torcida.
David Villa
Mais recentemente, David Villa se destacou como um dos maiores atacantes espanhóis de sua geração e ícone do Valencia no início dos anos 2000.
Com 129 gols marcados, foi o principal nome ofensivo do clube em uma fase de reconstrução pós-títulos, e seu estilo técnico e eficiente conquistou a torcida.
Villa também brilhou pela seleção espanhola, levando consigo o nome do Valencia ao topo do futebol mundial.
Edmundo Suárez “Mundo”
Nenhum nome é mais emblemático para o torcedor valencianista do que Edmundo Suárez, conhecido como Mundo.
Atacante poderoso e de presença marcante, foi o grande nome da década de 1940 e até hoje é o maior artilheiro da história do Valencia, com 206 gols.
Mundo foi essencial nas conquistas dos três primeiros títulos espanhóis do clube, além de duas Copas do Rei. Seu legado permanece vivo como símbolo da era de ouro do clube.
Mario Kempes
Ídolo máximo da década de 1970, o argentino Mario Kempes se tornou uma lenda em Valência e no mundo. Chegou ao clube em 1976 e rapidamente encantou os torcedores com sua habilidade, força física e instinto matador.
Conquistou dois Troféus Pichichi e foi decisivo na conquista da Copa do Rei de 1979. Seu brilho também se estendeu ao cenário europeu, com participação fundamental na conquista da Recopa Europeia em 1980.
Kempes é sinônimo de garra, talento e identificação com a camisa.
Santiago Cañizares
Um dos maiores goleiros da história do clube, Cañizares foi fundamental nas conquistas da década de 2000, incluindo os títulos da La Liga (2001–02, 2003–04) e da Copa da UEFA. Além disso, venceu três vezes o Troféu Zamora como goleiro menos vazado. Sua liderança, carisma e longevidade o tornaram um símbolo da era Benítez.
Fernando Gómez
Recordista de jogos com a camisa do Valencia (553 partidas), Fernando Gómez Colomer foi o rosto do clube durante os anos 1980 e 1990.
Jogador técnico e extremamente identificado com a torcida, sua lealdade e qualidade o eternizaram como um verdadeiro ícone valencianista.
Gaizka Mendieta
Meio-campista elegante, moderno e decisivo, Mendieta foi o motor do time na virada do século.
Capitão e maestro das campanhas que levaram o Valencia a duas finais seguidas da Champions League (1999–2000 e 2000–01), seu talento era admirado em toda a Europa.
Mesmo sem títulos continentais, virou símbolo de uma geração competitiva e respeitada.
Torcida e Cultura
Se há algo que impulsiona o Valencia Club de Fútbol além das quatro linhas é a paixão incondicional de sua torcida. Presente em todos os momentos — da euforia dos títulos à dor das crises —, a massa valencianista é parte vital da identidade do clube.
Sua cultura vai muito além dos 90 minutos de jogo, manifestando-se nas ruas, nas arquibancadas do Mestalla e em inúmeras formas de expressão popular que celebram e preservam a alma do clube.
Torcidas organizadas
A principal torcida organizada do Valencia é a Curva Nord, conhecida por sua intensidade e por comandar as festas nas arquibancadas do Mestalla.
Localizada atrás de um dos gols, a Curva Nord carrega o espírito de resistência e orgulho regional, sendo responsável por coreografias marcantes e por manter acesa a chama da paixão em cada partida.
Além dela, o clube também conta com diversas peñas (grupos de torcedores organizados e espalhados por toda a Espanha e o mundo), que promovem eventos, viagens e ações solidárias, mantendo vivo o vínculo entre clube e comunidade.
Impacto cultural
O Valencia CF é mais do que um time de futebol: é uma referência cultural da cidade e da Comunidade Valenciana.
Sua presença é sentida nas festas populares, como as Fallas, onde não é raro ver imagens, bandeiras e cânticos dedicados ao clube. Em músicas, literatura e arte urbana, o escudo do Valencia aparece como um símbolo de orgulho regional.
O clube também tem forte impacto entre as gerações mais jovens, seja através de escolas de futebol espalhadas pelo território espanhol, seja como influência nos valores locais de identidade, garra e superação.
Homenagens
Ao longo de sua história, o Valencia prestou homenagens emocionantes a jogadores, dirigentes e torcedores que marcaram seu caminho.
Nomes como Mundo, Fernando Gómez e Kempes têm espaços reservados na memória do clube, seja em estátuas, placas ou em cerimônias especiais no Mestalla.
O estádio, inclusive, é frequentemente palco de tributos que emocionam a torcida, como minutos de silêncio carregados de simbolismo, mosaicos gigantes ou aplausos sincronizados no minuto correspondente ao número de algum ídolo.
Essas homenagens não apenas preservam o legado dos que fizeram história, mas também reafirmam que o Valencia é uma entidade viva, construída por pessoas e sentimentos — muito além do jogo.
Rivalidades Históricas
Dentro da trajetória centenária do Valencia Club de Fútbol, as rivalidades desempenham um papel central na construção da sua identidade esportiva.
Encontros carregados de emoção, tensão e tradição transformaram determinados adversários em capítulos recorrentes da história do clube.
Seja em nível local ou nacional, os confrontos do Valencia sempre envolvem muito mais do que apenas os três pontos: são duelos que mexem com o orgulho, a memória e o sentimento de pertencimento de toda uma torcida.
Derby de Valência
A rivalidade com o Levante UD, conhecida como o Derby de Valência, é o clássico municipal mais antigo da cidade.
Com raízes nos campeonatos regionais do início do século XX, esse confronto ganhou nova força no século XXI, quando ambos os clubes passaram a se encontrar com mais frequência na La Liga.
Apesar da disparidade histórica em conquistas — o Valencia com décadas na elite e o Levante alternando divisões —, o clássico é sempre carregado de simbolismo.
Os duelos entre os dois são marcados por provocações, arquibancadas lotadas e um clima de festa e rivalidade local. Para os valencianistas, vencer o dérbi é uma questão de honra, reforçando sua supremacia dentro da própria cidade.
Real Madrid
A rivalidade com o Real Madrid tem contornos de grandeza esportiva. Durante décadas, Valencia e Real protagonizaram confrontos decisivos, especialmente nos anos 2000, quando disputaram títulos nacionais e continentais.
A final da Liga dos Campeões de 1999–00, vencida pelos madrilenos, é um dos capítulos mais dolorosos para o torcedor valencianista.
Mesmo com orçamentos e elencos historicamente distintos, o Valencia sempre ofereceu resistência nos duelos contra o Real — muitas vezes superando o favoritismo merengue com raça, tática e apoio fervoroso da torcida no Mestalla.
FC Barcelona
Outro adversário de peso é o Barcelona, com quem o Valencia também mantém uma rivalidade histórica, impulsionada por disputas diretas em finais e semifinais da Copa do Rei e por campanhas simultâneas na parte alta da tabela de La Liga.
A vitória por 2 a 1 na final da Copa do Rei de 2018–19, justamente sobre o Barça, foi um marco recente que reacendeu a rivalidade entre os dois clubes.
Os confrontos entre Valencia e Barcelona frequentemente envolvem bom nível técnico e estão entre os mais aguardados do calendário espanhol.
O histórico é equilibrado, com momentos marcantes para ambos os lados, tornando esse duelo um dos grandes clássicos do futebol nacional.
Atlético de Madrid
A rivalidade entre Valencia e Atlético de Madrid é marcada por confrontos intensos, especialmente durante os anos 2000, quando ambos brigavam na parte de cima da tabela de La Liga e protagonizavam duelos eliminatórios em competições nacionais.
Apesar de serem clubes de estilos e perfis distintos, a competitividade entre eles sempre foi alta, com partidas equilibradas e decisivas.
O Atlético é também o adversário derrotado na final da Copa do Rei de 1998–99, quando o Valencia venceu por 3 a 0 e encerrou um longo jejum de títulos.
Além disso, ao longo das últimas décadas, a rivalidade se intensificou com as disputas diretas por vagas na Champions League, tornando os confrontos entre as duas equipes fundamentais para os objetivos de temporada.
Athletic Club
Com o Athletic Club, a relação é de respeito, mas também de rivalidade histórica. Ambos os clubes figuram entre os fundadores e protagonistas da La Liga e têm em comum a valorização da identidade e da formação de jogadores locais.
O Valencia superou o time basco em finais de Copa do Rei, como em 1967, e protagonizou diversos jogos marcantes em competições nacionais.
As partidas entre Valencia e Athletic são tradicionalmente duras, físicas e emocionais, refletindo o peso histórico que os dois clubes carregam.
Cada encontro é, de certa forma, uma celebração do futebol tradicional espanhol — com dois gigantes que se orgulham de suas raízes e de suas torcidas apaixonadas.
Títulos Conquistados pelo Valencia
Ao longo de sua trajetória centenária, o Valencia Club de Fútbol construiu uma galeria de conquistas que o coloca entre os clubes mais vitoriosos da Espanha.
Seus títulos refletem não apenas talento em campo, mas também a força de uma torcida apaixonada e a tradição de um clube que sempre buscou protagonismo, tanto em solo nacional quanto nas competições internacionais.
A seguir, um panorama das principais taças levantadas pelo Valencia em diferentes esferas do futebol.
Títulos nacionais
No cenário doméstico, o Valencia conquistou 6 títulos da La Liga, sendo campeão nas temporadas 1941–42, 1943–44, 1946–47, 1970–71, 2001–02 e 2003–04.
Esses triunfos solidificaram o clube entre os grandes da elite espanhola, especialmente nas décadas de 1940 e no início dos anos 2000.
O clube também é um dos maiores vencedores da Copa do Rei, com 8 títulos conquistados: 1940–41, 1948–49, 1953–54, 1966–67, 1978–79, 1998–99, 2007–08 e 2018–19, este último conquistado de forma emblemática contra o Barcelona no ano do centenário.
Além disso, o Valencia também soma uma Supercopa da Espanha (1999) e duas conquistas da Segunda Divisão Espanhola, nos anos de 1930–31 e 1986–87, em momentos de reestruturação.
Títulos internacionais

O prestígio internacional do Valencia é reforçado por 7 títulos continentais. Entre os mais importantes, estão a Liga Europa da UEFA (2003–04) e a histórica Recopa Europeia (1979–80).
A equipe também levantou a Supercopa da UEFA em 1980 e 2004, consolidando campanhas europeias memoráveis.
Antes dessas, o clube havia conquistado a Taça das Cidades com Feiras — precursora da Liga Europa — em duas edições seguidas: 1961–62 e 1962–63.
Completando o panorama internacional, o Valencia foi campeão da Copa Intertoto da UEFA em 1998, garantindo vaga para competições continentais.
Títulos estaduais
Antes da consolidação das competições nacionais, o Valencia brilhou nos torneios regionais da Comunidade Valenciana.
Conquistou 10 títulos do Campeonato Regional de Valencia, além de 4 títulos do Campeonato Regional de Levante, nos anos de formação do futebol espanhol.
Essas taças, embora hoje tenham menor visibilidade, foram fundamentais para posicionar o clube no cenário nacional nas décadas de 1920 e 1930.
Com um total de 45 títulos oficiais — somando conquistas nacionais, internacionais e regionais —, o Valencia figura com orgulho entre os clubes mais vencedores da Espanha.
Títulos amistosos relevantes
Entre os mais simbólicos, destaca-se a conquista da Pequena Taça do Mundo de Clubes, disputada na Venezuela em 1966, em um formato semelhante ao que viria a ser o Mundial Interclubes.
O Valencia venceu o torneio de forma invicta, enfrentando equipes sul-americanas e europeias de alto nível, o que garantiu ao clube grande reconhecimento fora da Europa.
Outros torneios amistosos vencidos ao longo dos anos incluem o Troféu Naranja, organizado anualmente pelo próprio clube como parte da pré-temporada no Mestalla.
A competição já contou com grandes convidados internacionais e serve como preparação e celebração entre torcida e elenco.
Essas conquistas, embora de caráter não oficial, são parte da memória afetiva da torcida e ajudam a contar a história de um clube que sempre buscou se colocar entre os grandes, dentro e fora das competições formais.
Administração e Finanças
Em meio a tantas conquistas, ídolos e glórias, o Valencia Club de Fútbol também passou por fases marcantes nos bastidores.
A gestão administrativa e financeira do clube teve influência direta em seus momentos de ascensão e declínio ao longo das décadas.
As decisões tomadas fora das quatro linhas, muitas vezes, impactaram diretamente o desempenho esportivo e o relacionamento com a torcida, sendo um dos temas mais sensíveis da história recente do Valencia.
Administração
A administração do Valencia CF passou por diversas transformações, com presidentes e grupos gestores de perfis distintos. Durante boa parte do século XX, o clube teve uma gestão mais tradicional e enraizada na cidade.
Isso começou a mudar com a profissionalização do futebol espanhol nos anos 1990 e, principalmente, com a venda do clube ao empresário Peter Lim, de Singapura, em 2014.
Desde então, a gestão passou a ser alvo constante de críticas. Torcedores e ex-dirigentes questionam a distância entre o dono e o cotidiano do clube, além da constante troca de treinadores e decisões polêmicas de mercado.
O atual presidente é Kiat Lim, filho de Peter, mas o comando segue sendo associado à figura do pai. As críticas aumentaram com a instabilidade nos resultados e a falta de transparência nas decisões.
Finanças
O panorama financeiro do Valencia passou por altos e baixos, com momentos de aparente estabilidade intercalados com crises profundas.
A construção inacabada do Nou Mestalla é o símbolo mais visível dos erros de planejamento. As dívidas acumuladas ao longo dos anos 2000 obrigaram o clube a vender grandes jogadores e adotar uma política mais conservadora.
Atualmente, o Valencia mantém um modelo financeiro de controle rígido de gastos, apostando em atletas jovens da base ou em contratações de baixo custo.
O clube também passou a depender do fundo da La Liga/CVC, que oferece investimentos em infraestrutura em troca de participação nas receitas de TV, como tentativa de viabilizar a conclusão do novo estádio.
Apesar das dificuldades, o clube conseguiu manter as contas em dia e evitar sanções esportivas, como rebaixamento administrativo ou perda de licenças europeias.
A expectativa da torcida é por uma retomada de protagonismo que combine equilíbrio financeiro com ambição esportiva.
Marketing e Comunicação
O Valencia investe de forma crescente em ações de marketing digital, presença em redes sociais e aproximação com o público jovem.
A comunicação oficial é feita em vários idiomas, incluindo espanhol, inglês e chinês — reflexo da tentativa de internacionalizar a marca, sobretudo após a chegada de Peter Lim como proprietário.
Campanhas criativas, conteúdos exclusivos, engajamento em tempo real com os torcedores e projetos sociais são pilares da atuação do clube fora de campo.
A valorização da história centenária e o uso da identidade regional nas campanhas também são destaques na estratégia de marketing, reforçando o vínculo emocional com os torcedores da Comunidade Valenciana.
Material esportivo e patrocinadores
Atualmente, o fornecedor oficial de material esportivo do clube é a Puma, parceria iniciada em 2019.
Antes disso, marcas como Adidas, Nike, Joma e Kappa vestiram o Valencia ao longo dos anos, cada uma acompanhando diferentes fases da equipe e trazendo designs que marcaram época entre os torcedores.
No que diz respeito a patrocinadores, o clube já teve contratos com empresas de peso como Toyota, bwin, Jinko Solar e, mais recentemente, TM Real Estate Group e Divina Seguros.
Essas parcerias são fundamentais para a manutenção financeira do clube e refletem sua relevância como plataforma de visibilidade comercial no cenário esportivo espanhol.
Curiosidades sobre o Valencia.
Ao longo de sua rica trajetória, o Valencia Club de Fútbol acumulou não apenas títulos e ídolos, mas também fatos marcantes, inusitados e emocionantes que ajudam a contar sua história de forma ainda mais humana e apaixonante.
Algumas dessas curiosidades reforçam o pioneirismo do clube, outras revelam sua criatividade e conexão com a torcida — elementos que tornam o Valencia uma instituição única dentro e fora de campo.
O Valencia é o 3º clube espanhol com mais finais europeias disputadas (atrás de Real e Barça).
Poucos clubes espanhóis podem se orgulhar de uma trajetória internacional tão ativa quanto a do Valencia. Com sete finais europeias disputadas, o clube é o terceiro da Espanha nesse ranking, atrás apenas de Real Madrid e Barcelona.
Entre os destaques, estão as finais consecutivas da Liga dos Campeões em 1999–00 e 2000–01, além dos títulos da Copa da UEFA, Recopa Europeia e duas Supercopas da UEFA.
Essa marca mostra que, mesmo sem os orçamentos dos gigantes de Madrid e da Catalunha, o Valencia se manteve competitivo e relevante no cenário continental.
O clube já usou o batimento cardíaco de torcedores no design da camisa (em 2022).
Em uma das ações de marketing mais emocionantes de sua história, o Valencia lançou, em 2022, um uniforme especial que estampava os batimentos cardíacos reais de torcedores impressos no tecido da camisa.
A campanha, batizada de Latidos del Sentiment, foi uma homenagem direta à paixão que move o clube, especialmente em um período de distanciamento causado pela pandemia.
A peça rapidamente se tornou um item de colecionador, e a iniciativa foi amplamente elogiada por unir emoção, tecnologia e identidade — uma forma criativa de mostrar que, no Valencia, o torcedor é parte viva do time.
Em 2004, foi campeão da La Liga e da Copa da Uefa, além de conquistar a Supercopa Europeia — um dos seus maiores anos da história.
O ano de 2004 é lembrado como o ápice esportivo do Valencia no século XXI. Sob o comando de Rafa Benítez, o clube conquistou uma tríplice de respeito: campeão da La Liga, campeão da Copa da UEFA e campeão da Supercopa da UEFA.
A equipe, conhecida pela solidez defensiva e disciplina tática, foi liderada por jogadores como Cañizares, Ayala, Baraja, Vicente e Mista, formando um dos elencos mais eficientes da história recente do futebol espanhol.
Essa temporada não apenas reforçou a reputação do clube internacionalmente, como também consolidou Benítez como um dos grandes treinadores da geração.
Foi o último grande momento do Valencia no topo da Europa — e permanece como um marco inesquecível na memória da torcida.
O morcego presente no escudo é tão icônico que causou disputa judicial com a DC Comics (que protege o símbolo do Batman).
Em 2014, o Valencia CF se envolveu em uma polêmica curiosa ao tentar registrar uma nova versão de seu escudo com um morcego em posição mais estilizada, como parte de uma linha comemorativa.
A mudança chamou a atenção da DC Comics, que contestou o registro alegando semelhança com o símbolo do Batman, seu personagem mais icônico.
A empresa americana entrou com uma ação alegando que a imagem poderia gerar confusão com a marca do super-herói.
Embora o clube espanhol utilizasse o morcego em seu brasão desde 1919, muito antes do surgimento do personagem da DC (1939), a disputa gerou repercussão mundial.
No fim, o caso acabou não avançando judicialmente, mas serviu para reforçar o quanto o morcego é um elemento profundamente enraizado na identidade valencianista — a ponto de incomodar até mesmo o universo dos quadrinhos.
Para os torcedores, o símbolo continua intocável: um ícone de história, cultura e orgulho.
Redes sociais oficiais
Para acompanhar de perto as novidades, bastidores, campanhas e conteúdos exclusivos do Valencia Club de Fútbol, o torcedor pode seguir os canais oficiais do clube nas principais plataformas digitais:
- Site: https://www.valenciacf.com/home
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- Youtube: https://www.youtube.com/valenciacf
Esses canais são fontes diretas de comunicação com a torcida, oferecendo conteúdos oficiais sobre o time principal, categorias de base, campanhas institucionais e eventos especiais.
Ideal para quem deseja se manter conectado com o dia a dia do clube — de Valência para o mundo.
Perguntas Frequentes
Qual é o maior rival do Valencia?
O maior rival do Valencia é o Levante UD, seu vizinho de cidade, com quem disputa o tradicional Derby de Valência.
Além disso, o clube também mantém rivalidades históricas com Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Villarreal, devido a disputas recorrentes por títulos e posições de destaque no futebol espanhol.
O que aconteceu com o time Valencia?
O Valencia passou por grandes transformações nos últimos anos, especialmente após sua venda ao empresário Peter Lim em 2014.
O clube enfrentou instabilidade esportiva e críticas à sua gestão, além de dificuldades financeiras que atrasaram projetos importantes, como o Novo Mestalla.
Ainda assim, segue firme na La Liga, apostando em jovens talentos e buscando retomar seu protagonismo com equilíbrio financeiro.
Quantas Champions League tem o Valencia?
O Valencia nunca conquistou a Liga dos Campeões da UEFA, mas chegou muito perto em duas ocasiões consecutivas.
O clube foi vice-campeão nas temporadas 1999–00 (derrota para o Real Madrid) e 2000–01 (derrota para o Bayern de Munique nos pênaltis).
Essas campanhas reforçaram seu prestígio internacional e marcaram uma era de ouro no futebol europeu.
Quem é o dono do Valencia?
O proprietário do Valencia CF é o empresário Peter Lim, de Singapura.
Ele comprou a maioria das ações do clube em 2014, por meio da holding Meriton Holdings, após um processo de venda que visava resolver a grave crise financeira vivida pelo Valencia na época.
Desde então, a gestão de Peter Lim tem sido alvo de muitas críticas por parte da torcida, principalmente pela falta de envolvimento direto, mudanças constantes de técnicos e decisões questionáveis no mercado de transferências.
Atualmente, o cargo de presidente do clube é ocupado por Kiat Lim, filho de Peter, embora as principais decisões sigam sob controle da família Lim.

