Athletic Football Club Bournemouth​

Athletic Football Club Bournemouth​

Bournemouth
Bournemouth

Títulos Conquistados

Nacionais

  • 🏆 Championship (2ª divisão inglesa) – 2014–15, 2021–22
  • 🏆 Football League One (3ª divisão) – 1986–87, 2012–13
  • 🏆 Football League Trophy – 1983–84

Ídolos do Clube

Jermain Defoe
Jermain Defoe
Steve Fletcher
Steve Fletcher
Eddie Howe
Eddie Howe
Joshua King
Joshua King
Simon Francis
Simon Francis

O Athletic Football Club Bournemouth, conhecido por seus torcedores como The Cherries, é um daqueles clubes que desafiam a lógica do futebol moderno. Sediado na tranquila cidade costeira de Bournemouth, no sul da Inglaterra, o clube passou décadas longe dos holofotes antes de se tornar um símbolo de superação no cenário inglês.

Com um estádio modesto, recursos limitados e um elenco que muitas vezes era subestimado, o Bournemouth alcançou o topo do futebol inglês — e mostrou ao mundo que paixão, trabalho duro e identidade local ainda podem triunfar em meio à elite.

A história do Athletic Football Club Bournemouth é uma montanha-russa: da quase falência à glória na Premier League, passando por rebaixamentos dolorosos, renascimentos heroicos e personagens que marcaram época. Mais do que apenas um clube, o Bournemouth representa um espírito de luta incansável, que continua a inspirar gerações de torcedores.

Neste artigo, você vai conhecer a fundo a trajetória completa do clube, seus momentos mais marcantes, estatísticas, rivalidades, títulos, ídolos e tudo que envolve o legado das Cerejas.

História do Athletic

A jornada do Athletic Football Club Bournemouth é uma das mais improváveis — e inspiradoras — do futebol inglês. De um pequeno clube fundado por trabalhadores locais no sul da Inglaterra até a elite da Premier League, os Cherries viveram altos e baixos intensos, com momentos que marcaram gerações de torcedores.

Cada década revelou um novo desafio e também um novo capítulo de superação, construindo uma narrativa única entre os clubes britânicos.

Desde seus primeiros passos como Boscombe FC, passando por mudanças de nome, visual e identidade, até as campanhas heroicas de acesso, punições duras e renascimentos improváveis, a história do Bournemouth é feita de luta, persistência e amor ao futebol.

A seguir, conheça cada etapa dessa trajetória que fez do Athletic Football Club Bournemouth um símbolo de resistência e paixão.

O início do Athletic

A história do Athletic Football Club Bournemouth começou em 1890, quando o clube foi fundado com o nome de Boscombe FC. Inserido em uma comunidade modesta, o time representava a região de Boscombe, em Bournemouth, no condado de Dorset. O clube só se profissionalizou em 1910, e após anos competindo em torneios regionais, conquistou seu espaço na Football League em 1920, integrando a Terceira Divisão.

Em 1923, buscando uma identidade mais conectada com a cidade, o time passou a se chamar Bournemouth and Boscombe Athletic Football Club. A mudança refletia a ambição de se consolidar como símbolo local, e não apenas como um pequeno time de bairro.

Embora tenha batido na trave algumas vezes em busca da promoção, a equipe permaneceu por décadas como um clube de terceira divisão, ganhando reputação como guerreiro persistente do futebol inglês.

Reformulação visual e o nascimento das “Cerejas”

A grande virada estética — e de identidade — veio em 1972. Com a chegada de John Bond ao comando, o clube passou a adotar o nome Athletic Football Club Bournemouth, em definitivo.

A mudança veio acompanhada de um novo escudo e de um uniforme listrado em vermelho e preto, inspirado nas cores do Milan. Foi nessa época que surgiu o apelido que acompanharia o time até os dias de hoje: The Cherries.

Antes disso, o clube usava um uniforme totalmente vermelho, o que já havia rendido o apelido de “as cerejas” entre os torcedores. A nova camisa apenas consolidou essa identidade visual marcante — algo raro e muito valorizado na cultura inglesa de clubes.

O Dean Court, pequeno estádio com atmosfera íntima e apaixonada, se tornava cada vez mais um símbolo do clube.

Primeiros triunfos e destaque nacional

Apesar das dificuldades em escalar as divisões, o Athletic Football Club Bournemouth começou a escrever capítulos importantes na década de 1980. Em 1984, o time surpreendeu o país ao eliminar o Manchester United da Copa da Inglaterra, em um dos maiores feitos de sua história até então.

Poucos anos depois, na temporada 1986–87, veio o primeiro grande título: o campeonato da Terceira Divisão Inglesa. Comandado por Harry Redknapp, o Bournemouth mostrava que era possível sonhar mais alto. Em 1989, o clube alcançou um respeitável 12º lugar na Segunda Divisão, consolidando o bom trabalho.

Contudo, em 1990, um episódio marcante impediu o acesso à elite: após uma briga entre torcedores do Bournemouth e do Leeds United, ambos os clubes foram punidos com a perda de 20 pontos. A consequência foi devastadora — mesmo com desempenho em campo suficiente para subir, o Bournemouth permaneceu na segunda divisão.

A saída de Redknapp e a chegada de Tony Pulis

Com a saída de Harry Redknapp em 1992 para treinar o West Ham, o Athletic Football Club Bournemouth passou a enfrentar turbulências no banco de reservas. Para o seu lugar, foi contratado o galês Tony Pulis, que encontrou dificuldades em formar um elenco competitivo.

O desempenho em campo refletiu os problemas fora dele: o clube terminou as temporadas de 1993 e 1994 apenas na 17ª posição da Segunda Divisão, flertando com o rebaixamento.

A frustração da torcida era evidente. Depois de uma década que prometia crescimento, os Cherries voltavam a enfrentar o peso de orçamentos curtos, pouca estrutura e instabilidade técnica.

A era Mel Machin: sobrevivência e consistência

Após a saída de Pulis, o clube passou boa parte de 1995 sem um técnico fixo, e iniciou a temporada muito mal. Foi então que Mel Machin assumiu o comando e conseguiu evitar o rebaixamento por apenas dois pontos, encerrando a campanha com um alívio coletivo. Esse feito inesperado marcou o início de um período mais estável.

Machin permaneceu à frente do Athletic Football Club Bournemouth por seis temporadas, garantindo campanhas medianas, porém consistentes. Em 1999, o clube chegou a terminar a Segunda Divisão em 7º lugar, muito perto dos playoffs de acesso — um feito notável para um time com poucos recursos e elenco enxuto.

Mesmo sem títulos, esse período foi importante para consolidar a equipe e a base de torcedores.

Rebaixamento e mudança de comando no início dos anos 2000

A virada para o novo milênio, no entanto, não foi positiva. Em 2000, após não conseguir evitar o rebaixamento para a Terceira Divisão, Mel Machin deixou o cargo. Para o seu lugar, a diretoria promoveu o auxiliar Sean O’Driscoll, um nome conhecido internamente e que assumiu a difícil missão de reerguer a equipe.

Na temporada 2000–01, O’Driscoll quase classificou o Bournemouth para os playoffs, mas o fracasso veio na temporada seguinte, com novo rebaixamento. Sem estádio próprio momentaneamente — o clube precisou jogar em Dorchester enquanto reformava o Dean Court — o cenário era de crise, mas com uma luz no fim do túnel.

O’Driscoll permaneceu no cargo com respaldo da diretoria, apostando em um projeto de médio prazo.

O retorno à Terceira Divisão e o hat-trick histórico

Mesmo com limitações, Sean O’Driscoll permaneceu no comando do Athletic Football Club Bournemouth e foi recompensado com uma campanha memorável na temporada 2002–03. O clube garantiu o acesso de volta à Terceira Divisão ao vencer o Lincoln City na final dos playoffs por 5 a 2, no Millennium Stadium.

Foi um jogo histórico — não apenas pelo acesso, mas por ter sido a primeira equipe a marcar cinco gols naquela arena.

Pouco depois, em 2004, James Hayter entrou para a história do futebol inglês ao marcar o hat-trick mais rápido da Football League, anotando três gols em apenas 2 minutos e 17 segundos, na vitória por 6 a 0 contra o Wrexham.

Foi um momento icônico que colocou os holofotes brevemente sobre o Bournemouth, em uma época em que o clube ainda lutava por relevância nacional.

Fim da era O’Driscoll e mais uma troca no comando

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Após campanhas medianas e um esforço contínuo para manter a equipe fora da zona de rebaixamento, O’Driscoll deixou o clube em setembro de 2006, aceitando o cargo no Doncaster Rovers. Seu legado, no entanto, ficou marcado como um dos mais sólidos e duradouros da história recente dos Cherries.

O seu substituto foi Kevin Bond, que assumiu em um momento delicado. Embora tenha conseguido manter o clube competitivo por algum tempo, a situação financeira nos bastidores se agravava rapidamente — e ameaçava desmoronar tudo que havia sido reconstruído na última década.

Declínio e administração judicial (2008-2009)

O ano de 2008 marcou o fundo do poço para o Athletic Football Club Bournemouth. Já rebaixado à League Two, o clube corria sérios riscos de ser expulso da Football League por conta da continuidade de sua crise administrativa.

A Football League exigiu garantias de que o Bournemouth conseguiria cumprir o calendário completo e resolveria suas dívidas. Apenas sob essas condições o clube foi autorizado a competir — mas com uma nova punição: menos 17 pontos na largada da temporada 2008–09.

Em campo, o técnico Kevin Bond foi demitido, e após uma curta e instável passagem de Jimmy Quinn, o cargo caiu nas mãos de Eddie Howe, ex-jogador dos Cherries, que assumiu de forma interina aos 31 anos — o mais jovem técnico da Football League na época. Era uma aposta arriscada, mas necessária.

Contra todas as probabilidades, Howe protagonizou o que ficou conhecido como o “Grande Escape”. O Bournemouth venceu o Grimsby Town por 2 a 1 no penúltimo jogo, com gol decisivo de Steve Fletcher, e escapou do rebaixamento para o futebol não profissional. Foi um momento épico e emocional, celebrado como uma vitória da alma sobre as finanças.

Escalando até a Premier League (2009-2015)

Com Howe efetivado no cargo e um novo consórcio assumindo o clube em junho de 2009, o Athletic Football Club Bournemouth iniciou uma ascensão meteórica. Logo na temporada 2009–10, o clube terminou em segundo lugar na League Two, conquistando o acesso à League One com duas rodadas de antecedência.

Howe acabou deixando o clube para treinar o Burnley, mas foi substituído por Lee Bradbury, que manteve o bom desempenho e levou os Cherries aos playoffs. Depois de uma breve passagem de Paul Groves, Eddie Howe retornou em 2012 para liderar um dos períodos mais mágicos da história do clube.

Na temporada 2012–13, o Bournemouth conquistou o acesso à Championship, o segundo nível do futebol inglês, após uma arrancada impressionante. No ano seguinte, consolidou-se como um time competitivo, e em 2014–15, com um futebol ofensivo e envolvente, venceu o título da Championship, garantindo o acesso inédito à Premier League.

O Dean Court, modesto e aconchegante, passaria a receber gigantes como Manchester United, Liverpool e Chelsea.

Era Premier League

A primeira temporada do Athletic Football Club Bournemouth na Premier League, em 2015–16, foi marcada por dificuldades iniciais. A perda do atacante Callum Wilson por lesão parecia sentenciar o time, mas a segunda metade da temporada foi de superação.

Com vitórias cruciais e o espírito de luta que marcou sua história recente, o clube terminou em 16º lugar, garantindo a permanência.

Na temporada seguinte, contrariando os analistas que o apontavam como candidato ao rebaixamento, o Bournemouth foi além. Terminou em 9º lugar na Premier League 2016–17 — seu melhor desempenho em toda a história.

Com Howe no comando, a equipe apresentava um futebol vibrante, com destaque para o jovem Nathan Aké, contratado em definitivo do Chelsea.

Mesmo com recursos limitados e o menor estádio da liga, o Athletic Football Club Bournemouth conquistava respeito, não apenas por permanecer na elite, mas por jogar de igual para igual com os gigantes, sustentando um modelo de clube técnico, organizado e apaixonado.

Violação e punição do Fair Play Financeiro

O conto de fadas do Athletic Football Club Bournemouth na Premier League teve um capítulo amargo fora das quatro linhas. Em 2016, o clube foi considerado culpado por violar as regras do Fair Play Financeiro da Football League durante a temporada 2014–15 — justamente o ano da promoção histórica à elite.

Na época, o Bournemouth ultrapassou o limite permitido de prejuízo em mais de £30 milhões, fechando a temporada com uma perda de £38,3 milhões, após já ter registrado um déficit de £10,3 milhões no ano anterior. Isso chamou a atenção das autoridades da liga, gerando investigações e críticas.

O clube foi inicialmente multado em £7,6 milhões, mas chegou a um acordo com a Football League para pagar uma multa de £4,75 milhões. Embora tenha evitado sanções esportivas mais graves, o episódio manchou parte do brilho daquela campanha de acesso e expôs as dificuldades de se manter competitivo na elite sem grandes recursos.

Rebaixamento, promoção, mudanças gerenciais e nova propriedade (2020)

A temporada 2019–20 foi cruel para o Athletic Football Club Bournemouth. Após cinco anos na Premier League, uma queda de rendimento e problemas com lesões colocaram a equipe na zona de rebaixamento. Mesmo com uma vitória por 3 a 1 sobre o Everton na última rodada, o empate do Aston Villa selou o destino dos Cherries: rebaixamento confirmado.

Com isso, Eddie Howe deixou o comando técnico em agosto de 2020, encerrando uma era de oito anos ininterruptos — e um legado eterno no coração da torcida.

Jason Tindall, seu antigo auxiliar, foi promovido ao cargo, mas não resistiu a uma sequência de maus resultados. Jonathan Woodgate assumiu interinamente e levou o Bournemouth aos playoffs da Championship, onde acabou eliminado pelo Brentford. O clube então apostou em Scott Parker, ex-Fulham, para comandar a campanha seguinte.

A decisão se mostrou acertada. O Bournemouth teve um início arrasador na Championship 2021–22, ficando invicto por 15 rodadas e conseguindo o acesso direto com uma vitória sobre o Nottingham Forest. Estava de volta à Premier League.

Em 2022–23, o clube enfrentou turbulências. Após uma derrota humilhante de 9 a 0 para o Liverpool, Scott Parker foi demitido. Gary O’Neil assumiu interinamente e surpreendeu com uma sequência positiva, sendo efetivado como técnico.

Fora de campo, outra reviravolta: em dezembro de 2022, o clube foi comprado pela Black Knight Football and Entertainment, um grupo liderado pelo bilionário americano Bill Foley e que conta com participação do ator Michael B. Jordan. A nova gestão sinalizou um plano de médio e longo prazo, com ambições mais sólidas e investimentos estruturais.

Em junho de 2023, O’Neil deixou o comando, sendo substituído por Andoni Iraola, treinador espanhol com passagens de destaque por La Liga. Com ele, o Bournemouth espera consolidar-se definitivamente como presença recorrente na Premier League.

Símbolos do Athletic

Ao longo de sua trajetória repleta de reviravoltas, o Athletic Football Club Bournemouth construiu uma identidade visual e simbólica que reflete com perfeição a sua essência: combativo, resiliente e orgulhosamente diferente.

Mesmo com estrutura modesta em comparação aos gigantes do futebol inglês, o Bournemouth soube fortalecer seus pilares culturais, conquistando o respeito dos torcedores e mantendo viva a conexão com suas origens.

Dos uniformes inspirados em clubes italianos ao mascote carismático que embala os jogos no Dean Court, os símbolos dos Cherries se tornaram parte fundamental da experiência do clube — tanto para quem acompanha há décadas quanto para os que chegaram durante a era Premier League.

Nos tópicos a seguir, vamos explorar esses elementos que ajudam a contar a história do Bournemouth dentro e fora das quatro linhas.

Uniformes

O uniforme do Athletic Football Club Bournemouth é um dos elementos mais icônicos de sua identidade visual. A equipe começou sua história vestindo camisas listradas em vermelho e branco, mas essa combinação durou pouco.

Nos anos seguintes, o clube adotou camisas totalmente vermelhas — visual que contribuiu para o apelido The Cherries (As Cerejas), muito antes de se tornar oficial.

A grande virada estética aconteceu em 1972, quando o clube adotou as listras vermelhas e pretas inspiradas no Milan. Desde então, essa combinação passou a representar não apenas o visual do Bournemouth, mas também sua postura aguerrida e apaixonada em campo.

Apesar de algumas variações pontuais ao longo dos anos — incluindo temporadas em que o clube voltou ao vermelho predominante, como em 2004–05 — a torcida sempre pressionou pelo retorno ao modelo tradicional.

O pedido foi atendido em 2006–07, e desde então as listras vermelhas e pretas se tornaram permanentes, carregando tradição e força visual dentro da Premier League.

Escudo

O escudo do Athletic Football Club Bournemouth passou por diversas reformulações, mas sempre manteve uma ligação com a cidade e com o futebol de base, um dos pilares do clube.

A versão atual, adotada a partir de 2013, apresenta a silhueta de um jogador cabeceando uma bola — uma referência direta à formação de atletas e à valorização do talento local. O escudo também incorpora elementos modernos, com linhas fortes e um contorno estilizado, transmitindo dinamismo e evolução.

Antes disso, o clube usou versões que incluíam brasões municipais e até representações mais abstratas. No entanto, a identidade visual adotada nos últimos anos tornou-se referência entre os torcedores e ajudou a consolidar o Bournemouth como uma marca reconhecida no cenário britânico.

Bandeira

Bandeira Athletic Football Club Bournemouth​

A bandeira tradicional do Bournemouth não é oficializada como símbolo institucional, mas é amplamente usada pela torcida em jogos dentro e fora de casa. Em sua forma mais comum, a bandeira traz as faixas verticais em vermelho e preto, acompanhadas por inscrições como “AFC Bournemouth” ou “The Cherries”.

Sua simplicidade e fidelidade às cores do clube fazem com que ela seja facilmente identificável em qualquer estádio da Inglaterra. Em partidas decisivas, como os playoffs de acesso ou confrontos na Premier League, a bandeira costuma ser estendida nas arquibancadas do Dean Court como símbolo de orgulho e resistência.

Mascote

O mascote oficial do Athletic Football Club Bournemouth é o simpático Cherry Bear, um urso trajado com o uniforme do clube que se tornou figura cativa nas arquibancadas do Dean Court. Introduzido como parte das ações de marketing para aproximar o clube das crianças e das famílias, o Cherry Bear rapidamente caiu nas graças da torcida.

Presente em jogos, eventos comunitários e ações promocionais, o mascote representa a leveza e a acessibilidade de um clube que, apesar de competir na elite, ainda mantém raízes humildes e um forte senso de comunidade.

Com um visual amigável e divertido, Cherry Bear é mais do que entretenimento — é símbolo de pertencimento e acolhimento em Bournemouth.

Hino

Diferentemente de muitos clubes ingleses com hinos históricos e versos entoados por gerações, o Athletic Football Club Bournemouth não possui um hino oficial amplamente reconhecido.

Ao longo dos anos, diversas músicas foram associadas ao clube, especialmente nas entradas em campo ou nas comemorações, mas nenhuma se firmou como símbolo definitivo.

Ainda assim, é comum ouvir os torcedores entoando cânticos próprios nas arquibancadas — muitos deles criados pela própria torcida dos Cherries, com letras que celebram jogadores, vitórias marcantes e a paixão incondicional pelo clube.

Essa ausência de um hino tradicional não diminui o sentimento: pelo contrário, reforça o caráter popular e espontâneo da relação entre time e arquibancada.

Cores

As cores do Athletic Football Club Bournemouth — o vermelho e o preto — são parte central da identidade visual do clube desde a virada de estilo em 1972. As listras verticais passaram a ser um símbolo reconhecível dentro e fora do campo, evocando intensidade, seriedade e força.

Antes disso, o clube experimentou variações como o vermelho puro, o vermelho com branco e até mesmo padrões menos marcantes. Mas nenhuma combinação gerou tanta identificação quanto o atual visual, que lembra os tradicionais uniformes do Milan — uma escolha que reforçou a ideia de ambição e competitividade.

Hoje, as cores do Bournemouth vão além do uniforme. Estão presentes no escudo, nos assentos do estádio, nas bandeiras da torcida e até nos materiais promocionais. É a identidade visual de um clube que sabe exatamente quem é — e que faz questão de mostrar isso com orgulho.

Estrutura e patrimônio

A evolução do Athletic Football Club Bournemouth ao longo das décadas não se resume apenas ao que aconteceu dentro de campo. Fora das quatro linhas, o clube também precisou se reinventar, modernizar suas instalações e fortalecer sua infraestrutura para se manter competitivo — especialmente após o acesso à Premier League.

Embora o Bournemouth não disponha dos grandes centros de treinamento ou estádios gigantescos de outros clubes da elite, há um orgulho muito claro em torno de suas instalações: funcionais, bem cuidadas e profundamente conectadas com sua história.

O melhor exemplo disso é o seu estádio, o tradicional Dean Court, atualmente conhecido como Vitality Stadium — um dos símbolos mais importantes da trajetória dos Cherries.

Vitality Stadium

O Vitality Stadium, nome comercial do tradicional Dean Court, é mais do que o palco dos jogos do Athletic Football Club Bournemouth — é o coração pulsante da história do clube. Localizado em Bournemouth, Dorset, o estádio representa a alma dos Cherries e foi testemunha de momentos que transformaram a trajetória do time.

Originalmente inaugurado em 1910, o Dean Court passou por diversas reformas ao longo do século, mas manteve sua essência acolhedora e intimista. Em 2001, uma grande modernização levou à reconstrução total do estádio no mesmo local, transformando-o em uma arena compacta, porém moderna, com capacidade atual de 11.464 espectadores — a menor da Premier League, quando o clube está na elite.

Apesar do tamanho modesto, o Vitality Stadium é conhecido por sua atmosfera vibrante. A proximidade entre os torcedores e o gramado cria uma pressão única para os adversários e um sentimento de pertencimento para os fãs.

Em jogos decisivos, como os da campanha de acesso à Premier League ou vitórias memoráveis contra grandes clubes, o estádio literalmente pulsa com emoção.

Nas arquibancadas, é possível sentir o peso da história recente: o “Grande Escape” de 2009, os acessos meteóricos sob Eddie Howe e as batalhas na elite inglesa. Cada canto da estrutura carrega cicatrizes e celebrações que ajudam a contar a história de um clube que, contra todas as expectativas, alcançou o topo do futebol inglês.

Estatísticas

Ao longo de mais de um século de existência, o Athletic Football Club Bournemouth acumulou números que ajudam a contar sua incrível trajetória.

Mesmo com longos períodos nas divisões inferiores, o clube construiu um legado marcado por feitos individuais impressionantes, campanhas históricas e marcas que refletem o espírito de superação tão presente em sua identidade.

De jogadores que eternizaram seus nomes com recordes de jogos e gols, às campanhas que desafiaram a lógica e emocionaram torcedores, os dados do Bournemouth não são apenas frios: são vivos, cheios de contexto e emoção. Eles revelam como um clube pequeno conseguiu se afirmar entre os gigantes — e como cada número carrega uma história de luta.

Steve Fletcher: o eterno símbolo dos Cherries

Entre todos os jogadores que vestiram a camisa do Athletic Football Club Bournemouth, nenhum disputou mais partidas do que Steve Fletcher. Ídolo absoluto da torcida, Fletcher atuou em 726 jogos oficiais pelo clube entre 1992 e 2013, sendo 628 deles pela Football League, um recorde que dificilmente será superado.

Mais do que os números, Fletcher representa o espírito do Bournemouth: lealdade, garra e conexão com a torcida. Mesmo em tempos difíceis, quando o clube flertava com a falência e lutava para não cair para a quinta divisão, ele estava lá — marcando gols, dando assistências e sendo o rosto da resistência no Dean Court.

Ron Eyre: o maior goleador da história do clube

Quando se fala em artilharia, o nome mais lembrado é o de Ron Eyre, que brilhou entre 1924 e 1933. Com 229 gols marcados em 337 partidas, ele é o maior goleador da história do Bournemouth, com uma média impressionante de quase um gol a cada jogo e meio.

Seu legado atravessa gerações e continua sendo referência para qualquer atacante que vista a camisa dos Cherries. Mesmo em tempos de futebol moderno e contratações milionárias, os feitos de Eyre ainda são celebrados por torcedores que valorizam a história do clube.

As transferências mais marcantes

Em um clube como o Athletic Football Club Bournemouth, onde os recursos sempre foram limitados, os valores de transferência se tornaram símbolos de crescimento e profissionalização.

A maior venda da história do clube foi a do zagueiro Nathan Aké, negociado com o Manchester City por £41 milhões em 2020 — um número que parecia inimaginável anos antes.

Já no sentido inverso, o Bournemouth quebrou seu recorde de compra duas vezes: primeiro ao contratar Jefferson Lerma do Levante por £25 milhões em 2018, e depois igualando o valor em 2023 com a chegada de Alex Scott do Bristol City.

Nathan Aké Athletic Football Club Bournemouth​

Essas cifras mostram como o Bournemouth, mesmo com um estádio pequeno e orçamento apertado, passou a operar em um novo patamar no futebol inglês.

Categorias de Base

Mesmo com orçamento limitado e estrutura mais enxuta que a dos grandes centros de formação da Inglaterra, o Athletic Football Club Bournemouth nunca deixou de investir em sua base.

Ao longo dos anos, o clube entendeu que desenvolver talentos locais era não só uma necessidade econômica, mas também uma forma de fortalecer a identidade e a continuidade do projeto esportivo.

Com foco em formar atletas alinhados à filosofia do clube — técnica, intensidade e comprometimento — as categorias de base dos Cherries têm revelado nomes promissores e fornecido suporte constante ao elenco profissional.

E embora não ostente uma academia de renome mundial, o Bournemouth tornou-se referência em lapidar jogadores “à moda da casa”: com paciência, olho clínico e oportunidade real no time principal.

Modelo de formação: simplicidade com propósito

O Athletic Football Club Bournemouth sabe que não pode competir com os orçamentos das academias mais sofisticadas da Inglaterra. Por isso, o foco do clube está na eficiência e na identificação de talentos que combinem com a cultura dos Cherries.

O centro de desenvolvimento da base prioriza jogadores da região sul da Inglaterra, com atenção especial ao comportamento, capacidade técnica e inteligência tática desde as categorias mais jovens.

A estrutura conta com uma equipe técnica enxuta, porém altamente qualificada, que trabalha com métodos modernos e integração direta com os princípios utilizados no time principal.

A filosofia é clara: formar jogadores prontos para competir — não apenas tecnicamente, mas também emocionalmente — em ambientes desafiadores como a Championship ou a Premier League.

Integração com o time principal

Um dos grandes diferenciais do Bournemouth é a proximidade real entre a base e o profissional. O clube mantém um fluxo constante de observação e testes, promovendo treinamentos conjuntos e preparando os jovens para as exigências do alto nível desde cedo.

Em muitas temporadas, especialmente nas de menor orçamento, jogadores da base foram peças-chave para completar o elenco principal.

Essa estratégia não só revela atletas como também fortalece a identidade do clube dentro de campo. Para os jovens, há a segurança de que o caminho até o profissional é tangível; para o clube, é a chance de nutrir um plantel com atletas que compreendem profundamente a filosofia local.

Revelações de destaque

Embora o Bournemouth não tenha a fama de revelar grandes estrelas em série, alguns nomes marcantes passaram por suas categorias de base e brilharam no cenário inglês. Danny Ings, por exemplo, é um dos mais conhecidos: formado no clube, se destacou antes de ganhar projeção nacional em outras equipes da Premier League.

Outros jogadores como Sam Vokes e o eterno Steve Fletcher também surgiram do sistema local ou passaram por ele em fases formativas. Em anos mais recentes, a base continuou a fornecer talentos promissores que chegaram ao banco do time principal, mostrando que o trabalho continua, mesmo diante das limitações.

Ídolos e Personagens Históricos

Por trás da evolução do Athletic Football Club Bournemouth, há nomes que se confundem com a própria história do clube. Jogadores e treinadores que marcaram época não apenas pelo talento em campo, mas pelo comprometimento, pela identificação com a camisa e pelo papel crucial nos momentos mais decisivos — sejam eles de glória ou de reconstrução.

O Bournemouth, mais do que qualquer outra coisa, é feito de pessoas. Pessoas que, muitas vezes sem holofotes, ajudaram a transformar um pequeno clube do sul da Inglaterra em um competidor respeitado entre os gigantes. Nos tópicos a seguir, relembramos alguns dos principais personagens dessa trajetória única.

Eddie Howe

Poucos nomes estão tão ligados à história recente do Athletic Football Club Bournemouth quanto o de Eddie Howe. Ex-zagueiro do clube e mais tarde treinador, Howe assumiu o time em 2008, no momento mais crítico da sua história — com 17 pontos negativos, perto da falência e ameaçado de cair para a quinta divisão.

Aos 31 anos, se tornou o treinador mais jovem da Football League e iniciou uma das trajetórias mais impressionantes do futebol moderno. Conduziu o clube do fundo da League Two até a Premier League em pouco mais de seis anos, promovendo um estilo de jogo ofensivo, moderno e corajoso.

Com mais de 450 jogos como técnico do Bournemouth, Howe não apenas venceu, mas deu uma nova identidade ao clube — moldando-o com ideias claras, valorizando a base e conquistando o respeito de todo o país. Seu nome é sinônimo de renascimento.

Steve Fletcher

Steve Fletcher não foi apenas um atacante eficaz — ele foi, e continua sendo, a personificação do Bournemouth. Com 726 partidas oficiais e presença constante em momentos-chave do clube, Fletcher se tornou ídolo incontestável.

Seu gol salvador contra o Grimsby Town em 2009, que garantiu a permanência da equipe na Football League, é tratado até hoje como um dos lances mais simbólicos da história dos Cherries. Além disso, Fletcher representou o elo entre torcida e elenco: um jogador que carregava a braçadeira com orgulho e que jogava por amor à camisa.

Hoje, mesmo aposentado, segue ligado ao clube nos bastidores e continua sendo reverenciado como a “rocha” do Bournemouth.

Callum Wilson

Entre as peças-chave do sucesso do Bournemouth na Premier League, poucos tiveram tanto impacto quanto Callum Wilson. Contratado em 2014, o atacante foi decisivo na campanha do acesso e rapidamente se tornou referência ofensiva do clube.

Apesar de sofrer com lesões, Wilson manteve alto nível de desempenho e chegou a ser convocado para a seleção inglesa enquanto defendia os Cherries — um feito que, anos antes, pareceria impensável para qualquer jogador do clube.

Com faro de gol, velocidade e liderança natural, Callum Wilson deixou uma marca profunda e ainda é lembrado com carinho por ter levado o nome do Bournemouth às manchetes internacionais.

Ryan Fraser

Revelado nas categorias de base do Aberdeen, o escocês Ryan Fraser chegou ao Bournemouth em 2013 e rapidamente se firmou como um dos jogadores mais importantes do clube na era Premier League.

Com sua agilidade, dribles curtos e visão de jogo apurada, Fraser se destacou especialmente na temporada 2018–19, quando foi um dos líderes em assistências da liga. Sua parceria com Callum Wilson rendeu frutos valiosos, e o escocês foi peça fundamental para manter o Bournemouth competitivo na elite.

Apesar de uma saída conturbada em 2020, seu impacto esportivo permanece incontestável, tendo sido um dos melhores pontas da história recente do clube.

Simon Francis

Contratado em 2011, o zagueiro Simon Francis se tornou símbolo de estabilidade e entrega. Com mais de 300 partidas pelo Bournemouth, viveu toda a ascensão do clube: do meio da tabela na League One até a Premier League, onde foi capitão por diversas temporadas.

Francis não era um jogador midiático, mas dentro do vestiário, sua influência era absoluta. Respeitado por colegas, treinadores e torcedores, ele foi essencial para manter o grupo unido nos momentos de pressão.

Seu profissionalismo e longevidade o tornaram um verdadeiro embaixador do clube, mesmo após a aposentadoria.

Torcida e Cultura

Se o crescimento do Athletic Football Club Bournemouth dentro de campo foi notável, fora dele a transformação também foi intensa — especialmente no que diz respeito à sua torcida e ao papel cultural que o clube passou a desempenhar na cidade.

De um time com apoio modesto, com frequência local e silenciosa, os Cherries passaram a ser o centro de orgulho comunitário e representação de identidade regional.

A Premier League deu visibilidade internacional ao clube, mas foi o envolvimento da torcida que manteve o Bournemouth firme nos momentos mais difíceis. Em cada rebaixamento, em cada jogo dramático, lá estavam eles — os fiéis torcedores do Dean Court, muitas vezes mais apaixonados do que numerosos, mas sempre presentes.

Torcidas organizadas

Apesar de não ser um clube conhecido por torcidas numerosas, o Athletic Football Club Bournemouth conta com grupos extremamente leais e ativos, que desempenham um papel fundamental na atmosfera dos jogos.

O grupo mais conhecido é o “North Stand Boys”, que ocupa uma das áreas mais vibrantes do Vitality Stadium e se destaca pelos cânticos constantes e apoio incondicional — mesmo em jogos fora de casa ou em momentos difíceis.

Além deles, há também torcedores que se organizam por meio de associações de fãs como a Cherries Trust, que defende interesses dos torcedores nas decisões do clube, promove ações comunitárias e representa a voz da arquibancada em fóruns oficiais.

Mesmo com o tamanho reduzido da torcida, o senso de comunidade é um dos grandes diferenciais do Bournemouth: todos se conhecem, se reconhecem e se apoiam.

Impacto cultural

O crescimento do Athletic Football Club Bournemouth teve impacto direto na cidade. Antigamente mais conhecida por suas praias e como destino turístico de verão, Bournemouth passou a figurar nos mapas esportivos globais graças à presença do clube na Premier League.

O clube se tornou símbolo de orgulho local e passou a influenciar diretamente o comércio, a cultura e até o urbanismo da cidade — com murais, bandeiras e estabelecimentos decorados com as cores vermelho e preto.

A presença do time na elite também fortaleceu programas sociais, ações com escolas e centros comunitários, criando uma relação ainda mais profunda entre futebol e cotidiano.

Hoje, ser Cherry vai além das quatro linhas: é uma expressão de pertencimento à cidade e ao seu espírito resiliente.

Homenagens

Ao longo dos anos, o Bournemouth encontrou maneiras singelas e sinceras de homenagear figuras que marcaram a sua história. Uma das mais simbólicas é a estátua de Steve Fletcher, posicionada na área externa do Vitality Stadium, celebrando seu papel vital como jogador e símbolo da identidade do clube.

Além disso, jogadores como Eddie Howe e Simon Francis foram eternizados em faixas e murais espalhados pelo estádio e pela cidade — muitas vezes criadas pelos próprios torcedores.

Também é comum o clube prestar homenagens a membros da comunidade local, funcionários e torcedores históricos em dias de jogo, reforçando o laço emocional que existe entre as arquibancadas e o gramado.

Em Bournemouth, a gratidão não depende de holofotes. Ela se expressa no reconhecimento diário daqueles que ajudaram a transformar um clube pequeno em algo muito maior.

Rivalidades Históricas

Em meio à trajetória de crescimento e consolidação do Athletic Football Club Bournemouth, alguns confrontos ganharam contornos especiais — não apenas pelas disputas em campo, mas pelas narrativas emocionais que os cercam.

Entre todas as rivalidades que os Cherries construíram ao longo dos anos, nenhuma se compara à intensidade dos duelos contra o Southampton Football Club.

Mesmo que geograficamente próximos e historicamente em divisões diferentes por muito tempo, Bournemouth e Southampton alimentam uma rivalidade que cresceu com o tempo, especialmente nas últimas décadas. Quando se enfrentam, não se trata apenas de três pontos: identidade, orgulho e o desejo de mostrar quem manda no sul da Inglaterra.

Southampton Football Club: o clássico da costa sul

A rivalidade entre o Athletic Football Club Bournemouth e o Southampton Football Club é conhecida como o “South Coast Derby”, e embora tenha se intensificado apenas nos últimos anos, ela já carrega um peso emocional significativo para as duas torcidas.

O confronto não nasceu de uma longa tradição centenária como outros clássicos ingleses, mas sim da proximidade geográfica e do crescimento competitivo do Bournemouth, que passou a dividir espaço com o vizinho mais tradicional.

Durante boa parte do século XX, os dois clubes raramente se enfrentaram em contextos relevantes, já que o Southampton frequentava divisões superiores.

Mas com o acesso do Bournemouth à Premier League e o fortalecimento da equipe sob Eddie Howe, os jogos passaram a ter clima de decisão. Em campo, foram partidas acirradas, com estádios lotados e tensão nas arquibancadas.

Fora de campo, a rivalidade ganhou corpo entre as torcidas, especialmente com provocações sobre o tamanho dos clubes, poder financeiro e fidelidade dos fãs.

Para os Cherries, vencer o Southampton é uma afirmação de status e crescimento — uma maneira de mostrar que o clube, antes visto como “menor”, agora briga de igual para igual com qualquer um, inclusive com seus vizinhos históricos.

E embora o clássico ainda não tenha o alcance midiático de outras rivalidades inglesas, para Bournemouth, é o jogo do ano. Cada duelo carrega o peso de décadas de diferença entre os clubes — agora reduzida dentro de campo, mas ainda presente na memória da arquibancada.

Títulos Conquistados pelo Athletic

A história do Athletic Football Club Bournemouth nunca foi pautada por grandes coleções de troféus — mas sim por conquistas que, dentro do seu contexto, representam verdadeiras epopeias. Cada título levantado pelos Cherries não simboliza apenas um campeonato vencido, mas capítulos de superação, renascimento e afirmação no cenário nacional.

Em vez de quantidade, o que define os títulos do Bournemouth é o seu significado emocional: acessos históricos, campanhas improváveis e conquistas que mudaram o destino do clube. Para uma torcida acostumada a lutar contra as adversidades, cada troféu é lembrado como um triunfo coletivo.

A história de conquistas do Athletic Football Club Bournemouth pode não ser numerosa, mas cada título representa um marco importante na trajetória do clube. São troféus que simbolizam capítulos de superação, crescimento e afirmação, tanto nas divisões inferiores quanto no momento histórico da chegada à Premier League.

Títulos oficiais conquistados pelos Cherries:

  • Campeonato Inglês – 2ª Divisão (Championship)
    1 título2014–15
    Essa conquista representa o ponto mais alto da história do clube. Sob o comando de Eddie Howe, o Bournemouth terminou a temporada no topo da tabela e garantiu, de forma inédita, o acesso à Premier League. Uma campanha consistente e ofensiva que mudou para sempre o status do clube no cenário inglês.
  • Campeonato Inglês – 3ª Divisão
    1 título1986–87
    Nas mãos de Harry Redknapp, os Cherries conquistaram a Terceira Divisão com autoridade, mostrando que estavam prontos para desafios maiores. Foi o primeiro grande título de liga da história do clube.
  • EFL Trophy
    1 título1983–84
    Voltado para clubes das divisões inferiores, o torneio foi vencido pelo Bournemouth com grande festa. Para a torcida da época, foi a primeira vez que o clube ergueu um troféu em Wembley — um momento inesquecível.

Apesar de poucos em número, esses títulos carregam um valor imensurável para a história e o orgulho do clube. Eles representam mais do que taças: são provas concretas de que o Bournemouth nunca precisou ser gigante para fazer história.

Administração e Finanças

Ao longo da sua história, o Athletic Football Club Bournemouth enfrentou não apenas desafios em campo, mas também períodos críticos nos bastidores — especialmente no que diz respeito à gestão financeira. Por muitos anos, o clube operou com orçamentos enxutos, estruturas limitadas e dívidas que ameaçaram sua existência.

Foi justamente a capacidade de resistir a esses momentos que moldou a forma como o Bournemouth se posiciona no futebol inglês: com cautela, estratégia e um forte senso de sustentabilidade.

Mas nos últimos anos, com a chegada de novos investidores e mudanças na administração, o clube iniciou uma nova fase — mais ambiciosa, estruturada e conectada ao cenário global do futebol.

A gestão Bill Foley e o Black Knight Football Group

Em dezembro de 2022, uma nova era teve início com a aquisição do clube pelo Black Knight Football and Entertainment, consórcio liderado pelo empresário americano Bill Foley, dono também do time de hóquei Vegas Golden Knights. A compra marcou a saída de Maxim Demin, que havia sido proprietário do clube por mais de uma década.

Além de Foley, o grupo inclui o ator de Hollywood Michael B. Jordan como sócio minoritário, o que agregou visibilidade internacional à marca Bournemouth. Desde então, a gestão passou a operar com uma visão mais empresarial e global, mirando tanto o crescimento esportivo quanto o fortalecimento da marca e da estrutura interna.

Sob essa nova administração, o clube já demonstrou interesse em expandir o estádio, investir em tecnologia, scouting e infraestrutura de base, e aumentar suas receitas com parcerias comerciais e estratégias de marketing fora do Reino Unido.

Modelo de negócios atual e perspectivas financeiras

Hoje, o Bournemouth opera com um modelo de clube que combina gestão conservadora com ambição progressiva. O objetivo principal é se consolidar como um membro estável da Premier League, sem comprometer sua saúde financeira — algo que o clube já aprendeu a valorizar após os anos difíceis de 2008.

O orçamento segue bem abaixo dos gigantes da liga, mas os investimentos têm sido feitos com planejamento: contratações pontuais, valorização de ativos jovens e controle rígido de folha salarial.

A expectativa da nova diretoria é aumentar gradualmente as receitas por meio de direitos de transmissão, marketing internacional e ampliação da base de torcedores globais.

Ao que tudo indica, o Athletic Football Club Bournemouth está trilhando um caminho que equilibra ousadia com responsabilidade — exatamente o tipo de gestão que pode garantir sua permanência entre os grandes do futebol inglês.

Marketing e Comunicação

Com o crescimento do clube nos últimos anos, especialmente após sua chegada à Premier League, o Athletic Football Club Bournemouth passou a investir com mais intensidade em sua presença fora das quatro linhas — não apenas como time, mas como marca.

A profissionalização das áreas de marketing e comunicação tem sido um dos pilares da nova fase do clube, que busca fortalecer sua identidade, engajar a torcida e expandir seu alcance dentro e fora da Inglaterra.

Sem perder o vínculo com suas raízes locais, o Bournemouth tem adotado uma abordagem moderna e digital, apostando em redes sociais, parcerias comerciais e produção de conteúdo para se conectar com públicos diversos — de famílias locais a fãs internacionais.

Posicionamento de marca e identidade visual

Com o ingresso na Premier League, o Athletic Football Club Bournemouth precisou reforçar sua identidade de marca — e fez isso com equilíbrio entre tradição e modernidade.

A partir da década de 2010, o clube passou a se apresentar oficialmente como AFC Bournemouth, adotando uma comunicação mais limpa e internacional, sem perder suas raízes visuais: o vermelho, o preto e o escudo com o jogador cabeceando a bola seguem firmes como símbolos centrais.

O clube também tem investido em parcerias comerciais estratégicas, como acordos com a Umbro (material esportivo), patrocinadores de camisas internacionais e ações conjuntas com empresas de tecnologia, o que amplia a visibilidade e consolida a imagem do Bournemouth como um clube em ascensão.

Presença digital e redes sociais

Em termos de comunicação digital, o Bournemouth mantém uma presença ativa e alinhada com os padrões modernos. Suas redes sociais — especialmente Instagram, Twitter (X), TikTok e YouTube — são utilizadas tanto para conteúdo institucional quanto para interação direta com os torcedores.

Mesmo com uma base de seguidores menor que os gigantes da liga, o clube compensa com engajamento criativo e linguagem próxima do torcedor, publicando bastidores, desafios com jogadores, datas comemorativas e conteúdos exclusivos nos dias de jogo. Além disso, o site oficial é bem estruturado, com cobertura completa de partidas, notícias e loja virtual.

Essa postura digital ajuda a manter o Bournemouth relevante e acessível, especialmente entre os públicos mais jovens e internacionais.

Relação com a torcida e ações comunitárias

Mais do que apenas promover o clube, o marketing do Bournemouth atua como ponte com a comunidade. Desde ações sociais em escolas e centros comunitários até campanhas de conscientização ligadas à saúde mental, igualdade e diversidade, o clube faz questão de reforçar sua presença fora dos estádios.

Essa conexão local é uma das marcas registradas dos Cherries. O clube sabe que sua força vem do apoio da cidade, e retribui isso com presença constante em iniciativas sociais e eventos públicos — uma estratégia que fortalece tanto a imagem institucional quanto a relação emocional com seus torcedores.

Curiosidades sobre o Athletic

Ao longo de sua jornada repleta de superações, o Athletic Football Club Bournemouth acumulou mais do que títulos e acessos históricos — colecionou histórias, marcas e momentos curiosos que ajudaram a construir seu charme singular no futebol inglês.

São episódios que, mesmo fora do radar das grandes manchetes, dizem muito sobre a essência do clube e sua trajetória fora do comum.

Das estatísticas improváveis aos momentos que viraram lenda entre os torcedores, conhecer essas curiosidades é mergulhar ainda mais fundo no universo vermelho e preto que conquistou o país com humildade, organização e coração.

O hat-trick mais rápido da história da Football League

Em fevereiro de 2004, o atacante James Hayter entrou para os livros de história ao marcar o hat-trick mais rápido da história da Football League. O feito aconteceu em apenas 2 minutos e 17 segundos, na vitória por 6 a 0 do Bournemouth sobre o Wrexham.

Hayter havia acabado de sair do banco de reservas quando balançou as redes três vezes de forma fulminante. O feito ganhou destaque nacional e é, até hoje, um dos episódios mais lembrados com orgulho pelos torcedores dos Cherries — uma noite em que o improvável se tornou inesquecível.

O menor estádio da Premier League

Durante suas temporadas na elite do futebol inglês, o Vitality Stadium (Dean Court) ganhou fama como o menor estádio da Premier League, com capacidade para apenas 11.464 espectadores. Esse número contrasta fortemente com arenas como Old Trafford e Emirates Stadium, mas também virou um símbolo de identidade para o Bournemouth.

Apesar do tamanho, a atmosfera no estádio é intensa e próxima do campo, fazendo com que cada jogo em casa seja especial. Para muitos torcedores adversários, jogar no Dean Court é uma experiência única — e para os donos da casa, é como receber gigantes na sala de estar e vencê-los com o coração.

A maior vitória da história do clube

Em 25 de outubro de 2014, o Bournemouth aplicou uma impressionante vitória por 8 a 0 sobre o Birmingham City, jogando fora de casa no St Andrew’s Stadium. Foi a maior vitória da história do clube em uma partida de liga, e aconteceu justamente durante a campanha do acesso à Premier League.

O placar elástico chamou atenção da imprensa inglesa e consolidou o Bournemouth como uma força real naquela temporada. Para os torcedores, foi mais do que um massacre esportivo — foi um recado de que o clube estava pronto para um novo patamar.

Redes sociais oficiais

Para acompanhar as novidades do clube em tempo real, conferir bastidores exclusivos, entrevistas com jogadores e conteúdos de bastidor, o Athletic Football Club Bournemouth mantém uma presença ativa nas principais plataformas digitais. Abaixo, estão os canais oficiais onde torcedores e fãs podem seguir o dia a dia dos Cherries:

Esses canais são ótimas fontes para se manter atualizado com as partidas, ações do clube, lançamentos de camisas, entrevistas exclusivas e campanhas da comunidade.

Perguntas Frequentes

Por que o AFC Bournemouth é conhecido como “The Cherries”?

O apelido “The Cherries” surgiu devido ao antigo uniforme totalmente vermelho do clube e à proximidade do antigo estádio com um campo de cerejeiras. Com o tempo, o nome se popularizou entre os torcedores e foi incorporado à identidade oficial do Athletic Football Club Bournemouth.

Qual é o estádio do Bournemouth?

O clube manda seus jogos no Vitality Stadium, também conhecido pelo nome tradicional Dean Court. Localizado em Bournemouth, Dorset, o estádio tem capacidade para 11.464 torcedores — o menor da Premier League quando o clube está na elite.

Quando o Bournemouth foi fundado?

O clube foi fundado em 1890, inicialmente com o nome Boscombe Football Club. Só em 1972 adotou oficialmente o nome Athletic Football Club Bournemouth, como é conhecido hoje.

Qual foi o maior feito do Bournemouth até hoje?

O maior feito da história do clube foi o acesso à Premier League em 2015, após vencer a Championship. Foi a primeira vez que o Bournemouth chegou à elite do futebol inglês — um marco histórico que coroou uma ascensão impressionante desde a beira da falência.

Quem foi o técnico mais marcante da história do clube?

Sem dúvida, Eddie Howe é o técnico mais marcante. Ele assumiu o clube em crise e levou o Bournemouth da League Two até a Premier League, consolidando sua identidade ofensiva e transformando o clube em uma referência de gestão e superação.

Qual é o maior rival do Bournemouth?

O maior rival do Bournemouth é o Southampton Football Club. Os confrontos entre os dois são conhecidos como o South Coast Derby, e ganharam intensidade com a ascensão recente dos Cherries no cenário nacional.

Quantos títulos o Bournemouth tem?

Quantos títulos o Bournemouth tem?
O clube tem três títulos oficiais:

  • Championship (2ª Divisão): 1 título (2014–15)
  • Terceira Divisão Inglesa: 1 título (1986–87)
  • EFL Trophy: 1 título (1983–84)
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