Figueirense Futebol Clube
O Figueirense Futebol Clube é muito mais do que um dos grandes nomes do futebol catarinense — é símbolo de paixão, resistência e identidade para Florianópolis e para todo o estado. Fundado em 1921, o clube carrega mais de um século de história, marcada por conquistas estaduais, campanhas memoráveis no cenário nacional e uma rivalidade fervorosa com o Avaí, que move torcidas e emoções.
Conhecido como “Furacão do Estreito”, o Figueirense é um dos clubes mais vitoriosos de Santa Catarina, com 18 títulos do Campeonato Catarinense, além de ter protagonizado a melhor campanha de um time do estado na Série A do Brasileirão em 2011. Mesmo diante de dificuldades recentes, o clube mantém sua força viva — seja através da tradição de sua camisa alvinegra, do apoio apaixonado de seus torcedores, ou do compromisso com a formação de atletas revelados em suas categorias de base.
Neste artigo, vamos mergulhar na rica trajetória do Figueirense Futebol Clube, explorando sua história, clássicos inesquecíveis, títulos, ídolos, estrutura e presença nas competições nacionais e estaduais. Uma homenagem a um verdadeiro gigante do futebol catarinense.
História do Figueirense
A trajetória do Figueirense Futebol Clube é marcada por ciclos intensos de glórias, desafios e recomeços. Ao longo de mais de um século de existência, o clube firmou sua identidade não apenas pelas conquistas dentro de campo, mas também por sua representatividade cultural e social em Santa Catarina. Para entender a grandeza do Furacão do Estreito, é preciso voltar às suas origens e acompanhar os períodos que moldaram sua essência.
Fundação e primeiros anos (1920–1929)
A ideia de fundar o clube surgiu em reuniões entre amigos no bairro da Figueira, na região central de Florianópolis. Em 12 de junho de 1921, nascia oficialmente o Figueirense Futebol Clube, carregando em seu nome a homenagem ao bairro de origem e adotando o preto e branco como cores oficiais. Com estrutura simples, mas com espírito determinado, o clube logo ganhou espaço no futebol local, tornando-se um dos primeiros representantes da capital nos torneios da época.
Mesmo nos primeiros anos, a paixão da torcida alvinegra já era visível. O clube não demorou a conquistar reconhecimento nas competições da cidade, formando uma base sólida para voos maiores nas décadas seguintes.
Primeiros títulos estaduais e rivalidade com o Avaí (1930–1960)
A década de 1930 marcou o início de uma era de conquistas. Com destaque para nomes como Calico, o Figueirense levantou cinco títulos estaduais, além de diversas taças citadinas. Era o início da construção de um legado vencedor, que solidificaria o clube como um dos gigantes de Santa Catarina.
Nesse mesmo período, intensificou-se a rivalidade com o Avaí, alimentada por disputas decisivas e o domínio compartilhado do cenário local. O confronto entre os dois tornou-se o clássico mais emblemático do estado, ganhando contornos de tradição e emoção a cada encontro.
Já nos anos 1940 e 1950, o clube manteve protagonismo nas competições locais, mesmo diante de dificuldades financeiras que limitaram conquistas estaduais. A prioridade da diretoria na época era consolidar o grande sonho: a construção de um estádio próprio, o que se concretizaria com o surgimento do Orlando Scarpelli.
Anos de transição e oscilações (1970–1990)
O período entre as décadas de 1970 e 1990 foi marcado por alternâncias. Em 1973, o Figueirense se tornou o primeiro clube de Santa Catarina a disputar a elite do Campeonato Brasileiro — um feito histórico. Também voltou a levantar títulos estaduais em 1972 e 1974, retomando o protagonismo regional.
Nos anos seguintes, o clube viveu altos e baixos. Oscilou entre acessos e rebaixamentos, enfrentando dificuldades administrativas e financeiras, mas sempre contando com o apoio fiel de sua torcida. A conquista do Catarinense de 1994, depois de um jejum estadual, foi um sinal de retomada que marcaria o início de uma nova era, impulsionada por um projeto de reestruturação que ganharia força no final da década.
Ascensão nacional (2001–2008)
A virada veio em 2001, quando o Figueirense Futebol Clube foi vice-campeão da Série B do Campeonato Brasileiro e garantiu o tão sonhado acesso à elite. A partir de 2002, o clube iniciou uma sequência inédita de participações na Série A, se mantendo entre os melhores do Brasil por sete anos consecutivos. Nesse período, o Furacão do Estreito se firmou como um dos principais representantes do futebol catarinense.
Sob o comando de técnicos como Muricy Ramalho, Dorival Júnior e Adílson Batista, e com nomes históricos como Fernandes, Edmundo e Sérgio Manoel, o Figueirense brilhou tanto nos estaduais quanto no Brasileirão. Foi tricampeão catarinense entre 2002 e 2004, conquistou o título novamente em 2006 e 2008, e ainda alcançou sua melhor posição na Série A em 2006, com um respeitável 7º lugar. Em 2007, viveu seu auge nacional ao ser vice-campeão da Copa do Brasil, após campanha histórica que terminou com a final contra o Fluminense.
Participações em torneios internacionais (2004–2006)
O bom desempenho no cenário nacional abriu portas para o clube experimentar a esfera internacional. Em 2004 e 2006, o Figueirense representou o Brasil na Copa Sul-Americana, ganhando visibilidade fora do país e enfrentando clubes tradicionais do continente. Embora não tenha avançado às fases finais, a participação foi simbólica, mostrando que o clube catarinense estava pronto para novos desafios e consolidando sua posição entre os emergentes do futebol brasileiro.
Essas experiências reforçaram a estrutura do clube, impulsionaram o projeto de formação de atletas e ampliaram a sua base de torcedores em todo o território nacional.
Crises e reformulação (2010–2020)
Após anos de estabilidade e crescimento, o Figueirense enfrentou um período turbulento na década seguinte. Oscilou entre acessos e rebaixamentos, enfrentando sérias dificuldades financeiras e administrativas. Em 2019, chegou ao seu ponto mais crítico com atrasos salariais, protestos de jogadores e até um W.O. na Série B, episódio que teve repercussão nacional e internacional — sendo até citado por Pep Guardiola em coletiva.
Apesar da crise, o clube começou a trilhar um novo caminho. Em 2021, tornou-se um dos primeiros times do Brasil a adotar oficialmente o modelo SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Essa decisão marcou o início de uma reformulação estrutural que visava reorganizar o Figueirense não apenas em campo, mas também em sua gestão e sustentabilidade financeira.
Fase recente e reestruturação (2021–presente)
A virada começou em 2021, com a conquista da Copa Santa Catarina, título que deu novo ânimo ao clube em meio ao processo de transição para SAF. Essa decisão foi crucial para colocar o Figueirense em uma nova rota, com foco em gestão profissional, reequilíbrio financeiro e valorização das categorias de base.
Nos anos seguintes, o clube continuou a buscar o retorno às divisões superiores do futebol nacional, oscilando entre campanhas promissoras e eliminações frustrantes, como em 2022 e 2024, quando bateu na trave na luta pelo acesso à Série B. Em paralelo, consolidou a marca da FFC SAF e iniciou uma nova etapa de organização interna, incluindo a aprovação de recuperação judicial em 2024 — mais um passo rumo à sustentabilidade.
Apesar dos obstáculos, o Furacão do Estreito mostrou força ao manter viva sua estrutura, formar novos talentos e manter o estádio Orlando Scarpelli como um dos patrimônios mais respeitados do futebol catarinense.
Jogadores notáveis
Ao longo de sua história, o Figueirense Futebol Clube revelou e acolheu nomes que marcaram época. O maior ídolo da torcida é Fernandes, meia que fez história com 403 jogos e 108 gols, representando com garra e técnica o espírito alvinegro entre 1999 e 2012.
Outro símbolo eterno é o goleiro Wilson, que defendeu o clube em mais de 370 partidas, sendo um dos jogadores que mais atuaram e também um dos maiores goleiros-artilheiros do Brasil. Após encerrar a carreira como atleta, assumiu cargos na gestão do clube, reforçando sua ligação com o Figueira.
O clube também foi casa para atletas que brilharam no futebol mundial, como Roberto Firmino, revelado nas categorias de base, e Filipe Luís, que também passou pelas divisões inferiores. Ídolos como Calico, Pinga, Albeneir, Clébão, Chicão e até estrelas como Edmundo e Evair vestiram a camisa do alvinegro, construindo uma galeria rica em talento e identidade.
Símbolos do Clube
Em meio a tantas fases vividas ao longo de sua história, o Figueirense Futebol Clube sempre preservou com orgulho os elementos que simbolizam sua identidade. Cores, escudo e bandeira carregam significados que ultrapassam o campo — são marcas da cultura alvinegra que emocionam gerações. Esses símbolos são parte fundamental do sentimento de pertencimento que une o clube à sua apaixonada torcida.
Uniformes
O tradicional uniforme do Figueirense é um dos mais emblemáticos do futebol catarinense. A camisa listrada em preto e branco, acompanhada de calções e meiões pretos, representa a essência do clube desde sua fundação. O segundo uniforme costuma ser predominantemente branco, mantendo a sobriedade e elegância que caracterizam a equipe.
Com o passar dos anos, o Figueira apresentou variações em seus mantos — incluindo uniformes alternativos em preto total, camisas comemorativas e modelos retrô. O material esportivo atual é fornecido pela Volt Sport, e o clube já teve marcas como Umbro, Penalty, Adidas e Topper vestindo o time em diferentes eras.
Escudo
O escudo do Figueirense também passou por evoluções, mas sempre manteve como base o brasão em formato de losango com as iniciais FFC em preto sobre fundo branco, entrelaçadas de forma estilizada. A estrutura do escudo remete a uma heráldica tradicional, dando ao emblema um ar clássico e respeitável.
Desde 1999, o escudo atual passou a ser o símbolo oficial do clube, com as letras modernizadas e reforçadas por um contorno em listras alvinegras. O brasão representa não apenas a instituição, mas a força de uma torcida fiel e a longevidade de um clube que resiste às intempéries com coragem e tradição.
Bandeira
A bandeira do Figueirense reflete com exatidão a alma do clube: faixas horizontais em preto e branco, dispostas de forma equilibrada, com o escudo centralizado ao centro. É um dos estandartes mais respeitados do futebol do sul do Brasil, presente em arquibancadas, ruas, casas e até mesmo em outros países, carregada por torcedores apaixonados.
Ao tremular nos altos do Estádio Orlando Scarpelli ou nas mãos de quem carrega o Figueira no coração, a bandeira representa mais do que um clube — representa um sentimento. É a manifestação visível da resistência alvinegra.
Mascote
O mascote oficial do Figueirense é o Furacão, uma figura que representa a força e a intensidade com que o clube se impõe em campo. A escolha do símbolo faz referência direta ao apelido “Furacão do Estreito”, que surgiu devido às campanhas avassaladoras do time nas décadas passadas e à sua sede no bairro Estreito, em Florianópolis.
Com traços caricatos e vibrantes, o Furacão é presença constante nas arquibancadas do Orlando Scarpelli, animando os torcedores e sendo um elo lúdico com as crianças, que desde cedo aprendem a amar o Figueira.
Hino
O hino do Figueirense é um verdadeiro cântico de resistência, tradição e amor ao clube. Com trechos que exaltam sua torcida, suas cores e sua bravura, a canção é entoada com orgulho por alvinegros de todas as gerações. Frases como “És o Furacão do Estreito, orgulho do povo fiel” capturam bem a relação visceral entre o time e sua massa apaixonada.
O hino se tornou parte do ritual dos jogos, das comemorações e até mesmo dos momentos mais difíceis — sempre lembrando que a alma do clube está acima de qualquer resultado.
Cores
As cores oficiais do Figueirense são o preto e o branco, escolhidas ainda em sua fundação, em 1921. Essa combinação simples e elegante reflete bem o estilo do clube: clássico, direto e intenso. O preto representa a força e a luta, enquanto o branco simboliza a paz e a união — um equilíbrio que traduz a essência da instituição.
As listras verticais, predominantes no uniforme principal, são marca registrada do clube e motivo de orgulho para a torcida, que reconhece nas cores alvinegras um verdadeiro escudo emocional.
Estrutura e patrimônio
Ao longo de sua história, o Figueirense Futebol Clube construiu não apenas conquistas esportivas, mas também uma base sólida em termos de infraestrutura. Seus patrimônios refletem a grandeza do projeto alvinegro e representam pontos de encontro entre tradição e modernidade. São espaços que guardam memórias, formam talentos e sustentam os pilares do clube no presente e no futuro.
Estádio Orlando Scarpelli
Inaugurado oficialmente em 1960, o Estádio Orlando Scarpelli é mais do que um campo de jogo — é o coração do Figueirense. Localizado no bairro do Estreito, em Florianópolis, o estádio é um símbolo do clube e da comunidade, com capacidade para cerca de 20 mil torcedores. O nome homenageia o dirigente que doou o terreno ao clube ainda em 1940, demonstrando o espírito de entrega que sempre envolveu o Figueira.
Ao longo dos anos, o Scarpelli passou por diversas reformas, com destaque para as modernizações iniciadas a partir de 1999. Cadeiras numeradas, sistema de irrigação automatizado, iluminação de ponta e áreas revitalizadas colocaram o estádio entre os mais bem avaliados do país por veículos especializados como a revista Placar e o Diário Lance!.
Centro de Formação e Treinamento (CFT)
Outro ponto alto da estrutura alvinegra é o Centro de Formação e Treinamento do Cambirela, localizado em Palhoça. Inaugurado em 2000, o CFT é um dos mais completos do Brasil e abriga as atividades do time profissional e das categorias de base. São mais de 65 mil m² de área, com campos oficiais, alojamentos, academia, departamentos médico e de fisioterapia, além de espaços de convivência e imprensa.
O CFT é parte essencial do projeto do Figueirense, que sempre teve forte tradição na formação de atletas. Foi lá que nomes como Roberto Firmino e Filipe Luís deram os primeiros passos rumo ao futebol mundial.
Projeto Arena Figueirense
Pensando no futuro, o clube também desenvolveu o Projeto Arena Figueirense, uma proposta ambiciosa para modernizar completamente sua casa. O plano, apresentado em 2012, prevê a construção de uma nova arena multiuso no local do atual Orlando Scarpelli, seguindo padrões FIFA, com espaços comerciais, setores populares e camarotes corporativos.
A ideia é transformar o estádio em um centro de convivência ativo todos os dias, unindo futebol, entretenimento e negócios em uma estrutura moderna e sustentável. Embora ainda não tenha saído do papel, o projeto simboliza o desejo do clube de seguir evoluindo e de manter-se relevante no cenário esportivo nacional.
Estatísticas
Com tantas gerações de jogadores, técnicos e torcedores envolvidos ao longo do tempo, o Figueirense Futebol Clube acumulou números expressivos que ajudam a contar sua trajetória. As estatísticas, quando bem observadas, revelam marcos históricos, feitos únicos e o protagonismo do clube nas principais competições estaduais e nacionais.
Participações em campeonatos
O Figueirense é um dos clubes mais ativos do futebol catarinense. No Campeonato Catarinense, são mais de 80 participações, com 18 títulos conquistados — marca que o coloca entre os maiores vencedores do estado. No cenário nacional, soma 18 participações na Série A, com destaque para as campanhas de 2006 e 2011, quando terminou em 7º lugar, a melhor colocação de um time de Santa Catarina até hoje.
Além disso, disputou 12 vezes a Série B, onde foi vice-campeão em 2001 e 2010, e esteve em 13 edições da Série C, incluindo a temporada atual. Na Copa do Brasil, o clube registra 21 participações, com destaque para o vice-campeonato em 2007. Também representou o Brasil quatro vezes na Copa Sul-Americana, reforçando seu histórico de relevância continental.
Jogadores com mais partidas
Entre os atletas que mais defenderam o manto alvinegro, Pinga lidera com impressionantes 483 jogos. Em seguida, aparecem Jaime Casagrande (430), Fernandes (403), Wilson (373) e Balduíno (335). Esses nomes simbolizam longevidade e entrega, sendo referências eternas na história do clube.
As estatísticas de partidas mostram como o Figueira conseguiu construir uma base sólida de ídolos que, por muitos anos, foram sinônimo de regularidade e dedicação dentro de campo.
Maiores artilheiros
No ranking dos goleadores, Fernandes mais uma vez aparece no topo, com 108 gols marcados, seguido de Calico (94), Albeneir (93), Ivo (66) e Augusto (65). Esses jogadores ajudaram o Figueirense a construir vitórias emblemáticas, títulos importantes e momentos inesquecíveis para a torcida.
Outros nomes como Aldrovani, Marcos, Edison e o próprio goleiro Wilson — que também balançou as redes 53 vezes, sendo um dos goleiros com mais gols no Brasil — completam esse grupo seleto de atletas que marcaram época com gols e alma alvinegra.
Categorias de Base
A força do Figueirense Futebol Clube também se revela fora dos grandes palcos. A formação de atletas sempre foi um dos pilares do clube, que se consolidou como referência em categorias de base não apenas em Santa Catarina, mas em todo o país. Com estrutura, metodologia e uma filosofia voltada para o desenvolvimento humano e esportivo, o Figueira se destaca por revelar talentos que brilharam no Brasil e no mundo.
Formação e estrutura
O trabalho com jovens atletas é centrado no Centro de Formação e Treinamento do Cambirela, em Palhoça. Com quatro campos oficiais, alojamentos, refeitório, sala de estudos, atendimento médico, academia, fisioterapia e áreas de convivência, o espaço oferece uma estrutura moderna e completa para cerca de 100 jovens divididos entre as categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20.
Além do suporte técnico e físico, o clube também se preocupa com o desenvolvimento educacional e social dos atletas, por meio do Programa Jovem Furacão — uma iniciativa em parceria com os Ministérios da Cultura e do Esporte. O programa reforça valores como cidadania, ética e qualidade de vida, promovendo não só atletas, mas cidadãos preparados para o futuro.
Títulos e conquistas
As categorias de base do Figueirense acumulam conquistas expressivas. No cenário nacional, o destaque é a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2008, vencida de forma histórica contra o Rio Branco. Em 2018, o clube levantou a Copa do Brasil Sub-15, mostrando sua consistência na formação desde as categorias iniciais.
No estadual, são dezenas de troféus. Entre os principais estão os 11 títulos do Campeonato Catarinense Infantil, 11 do Juvenil e 7 do Júnior, além de taças como a Copa Santa Catarina Sub-20, Sub-17 e torneios regionais como a SC Cup e a Antonio Carlos Cup.
Revelações de destaque
Ao longo dos anos, o Figueirense revelou grandes nomes para o futebol brasileiro e internacional. Roberto Firmino, que brilhou no Liverpool e na Seleção Brasileira, iniciou sua carreira no clube. Outro nome é Filipe Luís, lateral consagrado por clubes europeus e pela Seleção. Também passaram pelas divisões de base alvinegra jogadores como Tiago Volpi, André Santos e Henrique, que defenderam clubes de ponta e se destacaram internacionalmente.
Essas revelações reforçam o papel do Figueirense como um dos grandes formadores de talentos do futebol nacional, mantendo viva a esperança da torcida de ver novos ídolos surgindo a cada geração.
Ídolos e Personagens Históricos
Ao revisitar a história do Figueirense Futebol Clube, é impossível não destacar os nomes que ajudaram a construir sua identidade em diferentes épocas. Ídolos eternos e personagens marcantes não apenas elevaram o nível técnico da equipe, mas também representaram a alma e a paixão do torcedor alvinegro dentro e fora de campo. Cada geração teve seus heróis — e o legado de muitos deles ecoa até hoje nas arquibancadas do Orlando Scarpelli.
Fernandes
Principal ícone da história do clube, Fernandes é sinônimo de Figueirense. Com 403 partidas e 108 gols, é o maior artilheiro do clube e o terceiro jogador com mais atuações com a camisa alvinegra. Vestiu o manto entre 1999 e 2012, conquistando títulos estaduais, participando das campanhas históricas na Série A e tornando-se um símbolo de entrega, talento e identificação com o torcedor. Seu nome é sempre reverenciado como “a cara do Figueira”.
Wilson
Outro nome inesquecível é o goleiro Wilson, que defendeu o clube em mais de 370 partidas. Com defesas memoráveis, gols de pênalti e uma liderança nata, tornou-se ídolo absoluto entre os anos de 2007 e 2013 — e retornou em 2022 para encerrar a carreira no clube, assumindo depois cargos diretivos. É um dos maiores goleiros da história do Figueirense e o quarto goleiro com mais gols marcados no futebol brasileiro.
Calico e outros ícones históricos
Na era das grandes conquistas estaduais dos anos 30 e 40, o destaque era Calico, um dos maiores artilheiros do clube com 94 gols e símbolo daquele período dourado. Seu nome está diretamente ligado à hegemonia alvinegra na década de 1930, sendo referência para toda uma geração de torcedores.
Outros nomes lendários incluem o lateral Pinga, maior em número de jogos pelo clube (483), o artilheiro Albeneir, que marcou 93 vezes, e zagueiros como Clébão e Jaime Casagrande, este com 430 partidas. Atacantes como Abimael, Aldrovani e ídolos pontuais como Edmundo e Evair, que vestiram o alvinegro em momentos especiais, também marcaram presença na galeria de grandes personagens do Figueira.
Zagueiros
- Chicão – Zagueiro técnico e de personalidade forte, foi campeão catarinense e se destacou antes de brilhar no Corinthians, onde foi campeão da Libertadores e do Mundial.
- Márcio Goiano – Ídolo da torcida, zagueiro e técnico do clube em diferentes momentos, personifica o espírito guerreiro do Figueirense.
Laterais
- Filipe Luís – Revelado na base, o lateral fez história no futebol europeu com Atlético de Madrid e Chelsea, além da Seleção Brasileira. É um dos maiores orgulhos da formação alvinegra.
- André Santos – Também formado no Figueirense, teve carreira sólida na Europa e na Seleção. Campeão por clubes como Corinthians e Arsenal.
Volantes e Meias
- Jeovânio – Um dos grandes volantes da história do clube, marcou época com raça e regularidade.
- Vinícius Eutrópio – Foi jogador e técnico do clube, sempre muito respeitado por sua relação profunda com o Figueira.
- Rodrigo Souto – Volante com boa passagem nos anos 2000, depois jogou em grandes centros do futebol nacional.
Atacantes
- Genílson – Nome frequente entre os goleadores do clube no início dos anos 2000.
- Éverton Santos – Peça fundamental em campanhas da Série A, sempre decisivo em clássicos.
- Soares – Outro atacante muito lembrado por gols importantes no período de estabilidade na elite.
Goleiros
- Édson Bastos – Foi goleiro titular em diversas campanhas expressivas, especialmente no auge dos anos 2000.
- Tiago Volpi – Revelado pelo clube, teve sucesso no México e depois no São Paulo, sendo mais uma joia da base alvinegra.
Técnicos
- Dorival Júnior – Teve passagem importante pelo clube em 2004, ajudando a consolidar o bom futebol praticado naquela época.
- Adílson Batista – Comandou o Figueirense em anos marcantes e ajudou a consolidar o clube na Série A.
Torcida e Cultura
A conexão entre o Figueirense Futebol Clube e sua torcida vai além do futebol. É uma relação construída no dia a dia, entre vitórias e derrotas, marcada por paixão, identidade regional e resistência. Em Florianópolis e em todo o estado, o clube carrega um peso simbólico que ultrapassa os muros do Orlando Scarpelli — ele representa o povo, a luta e o orgulho alvinegro.
Torcidas organizadas
O Figueirense é apoiado por torcidas organizadas que expressam com intensidade o sentimento de pertencimento. A Gaviões Alvinegros é a principal delas, conhecida por seu apoio constante, faixas e bandeirões que tomam as arquibancadas em dias de jogo. Outras importantes organizadas incluem a Barrigueira, a irreverente Choppgueira, a Torcida Elas, voltada ao protagonismo feminino nas arquibancadas, além de grupos que fizeram história como a Jovem Alvinegra, Resistência Alvinegra e a clássica Charanga do Paulinho.
Essas torcidas não apenas incentivam o time, mas também organizam ações sociais, caravanas e festas que ajudam a manter viva a chama do Figueira em tempos bons e ruins.
Impacto cultural
Chamado por muitos de “o time do povo”, o Figueirense está profundamente enraizado na cultura de Florianópolis. O clube é motivo de orgulho local e referência constante em manifestações populares, arte urbana, músicas, produtos e até mesmo no modo de vestir de boa parte da população alvinegra.
Nas redes sociais, o Figueirense lidera com folga entre os clubes catarinenses em número de seguidores, refletindo seu alcance emocional e digital. O Estreito, bairro onde está localizado o estádio, é muitas vezes tratado como extensão do clube — e o próprio “Furacão do Estreito” virou parte do vocabulário cotidiano de torcedores e jornalistas esportivos.
Homenagens
A história do clube está repleta de homenagens que reforçam seu valor simbólico. O nome do estádio, Orlando Scarpelli, é um tributo ao dirigente que doou o terreno ao clube. O programa Jovem Furacão, voltado à formação de jovens cidadãos e atletas, é mais um reflexo da preocupação do clube com o legado social.
Ídolos como Fernandes, Pinga e Wilson já foram eternizados em bandeiras, murais e projetos internos do clube. Além disso, diversas datas comemorativas, como o aniversário de fundação (12 de junho), são celebradas com eventos especiais, lançamentos de camisas retrô e ações com a torcida.
Rivalidades Históricas
As rivalidades do Figueirense Futebol Clube não são apenas confrontos esportivos — são capítulos vivos da história do futebol catarinense. Cada duelo carrega emoção, tradição e, muitas vezes, define campeonatos ou trajetórias de temporada. Em especial, os embates contra Chapecoense, Avaí e Criciúma compõem a espinha dorsal dos grandes clássicos do estado.
Figueirense x Chapecoense
Embora menos midiático que outros confrontos, o duelo contra a Chapecoense cresceu em importância nos últimos anos. São mais de 160 confrontos oficiais entre as equipes, com o Figueirense levando vantagem no retrospecto geral. A primeira final entre os dois ocorreu em 1996, com título do Figueira no Supercampeonato Catarinense. Em 2018, os clubes voltaram a se encontrar em uma final de estadual, e o alvinegro venceu por 2 a 0 na Arena Condá, conquistando seu 18º título catarinense.
O confronto é marcado pelo equilíbrio e pela crescente rivalidade entre as torcidas, sobretudo pela ascensão da Chape na década de 2010 e o confronto direto por hegemonia regional.
Figueirense x Avaí
O maior clássico de Santa Catarina, conhecido como o Clássico de Florianópolis, opõe os dois clubes mais tradicionais da capital. O primeiro embate decisivo aconteceu em 1924, e desde então o confronto carrega décadas de tensão, disputa e emoção. São centenas de jogos, decisões de título e até confrontos nacionais — como em 2011, quando ambos estavam juntos na Série A.
O Figueirense já venceu o Avaí em finais históricas, como em 1999 e 2015, e protagonizou viradas e goleadas que ficaram marcadas na memória da torcida. Em 2013, uma vitória por 4 a 0 na Ressacada foi o estopim para a arrancada rumo à Série A. O clássico é uma representação pura da identidade dos dois clubes e da cidade que vivem intensamente o futebol.
Figueirense x Criciúma
Outro duelo de peso envolve o Figueirense e o Criciúma, clubes que concentram as maiores campanhas catarinenses em âmbito nacional. Ambos já decidiram o estadual em diversas ocasiões — com o Figueira levando vantagem em finais como as de 1994, 2002 e 2008, enquanto o Tigre triunfou em 1993.
Além da disputa por títulos, a rivalidade também é alimentada pela constante briga por protagonismo no estado. São os dois clubes com mais participações na Série A do Brasileirão entre os catarinenses, o que sempre coloca seus encontros em contexto de tensão competitiva.
Figueirense x Joinville
O confronto entre Figueirense e Joinville é uma das rivalidades mais tradicionais do futebol catarinense. Embora não tenha o apelo emocional do clássico contra o Avaí, esse duelo sempre envolveu muita competitividade e disputas diretas por títulos, principalmente nas décadas de 1980, 2000 e 2010.
As equipes já se enfrentaram em cinco finais de Campeonato Catarinense, com vantagem para o alvinegro: o Joinville venceu as decisões de 1983 e 1984, enquanto o Figueirense foi campeão em 2006, 2014 e 2015. Esta última foi especialmente marcante: o Joinville havia conquistado a vantagem em campo, mas acabou punido com a perda de pontos por escalação irregular, e o título foi homologado ao Figueira pelo STJD.
A rivalidade também se acirrou nas competições nacionais, com jogos duros e campanhas paralelas na Série B. Além disso, a disputa entre as torcidas e o contraste entre capital e interior dão ao clássico um componente de orgulho regional e histórico, tornando cada encontro entre Figueirense e Joinville um embate de peso no cenário estadual.
Títulos Conquistados pelo Figueirense
As conquistas do Figueirense Futebol Clube são reflexo de sua trajetória de superação, garra e tradição. Ao longo de mais de um século de história, o clube colecionou títulos que marcaram gerações, consolidaram rivalidades e reforçaram sua importância no cenário esportivo estadual e nacional. Dos gramados catarinenses às grandes campanhas no Brasil, o Figueira sempre encontrou formas de se destacar e levantar taças com orgulho.
Títulos nacionais
Apesar de não ter conquistado a Série A, o Figueirense acumulou participações marcantes e chegou perto em mais de uma ocasião. Seu principal título nacional é o Campeonato Brasileiro da Série B de 2001, conquistado de forma invicta, garantindo o retorno à elite do futebol brasileiro com autoridade.
Outros feitos relevantes incluem o vice-campeonato da Copa do Brasil de 2007, quando chegou à final contra o Fluminense, e o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2008, reforçando a força da base alvinegra. Em 2021, o clube também venceu a Recopa Catarinense, em confronto direto com a Chapecoense.
Títulos internacionais
Embora não tenha conquistado troféus oficiais em competições internacionais, o Figueirense participou da Copa Sul-Americana em quatro oportunidades (2004, 2006, 2007 e 2008), sendo um dos primeiros clubes catarinenses a disputar torneios continentais. Essas participações reforçaram o nome do clube fora do país e marcaram uma fase de protagonismo em nível nacional.
Títulos estaduais
É no Campeonato Catarinense que o Figueirense mais construiu sua hegemonia. São 18 títulos conquistados:
1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1943, 1945, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004, 2006, 2008 e 2018.
Além disso, o clube também venceu a Copa Santa Catarina em 1990, 1996, 2018 e 2021, e ainda soma títulos como a Recopa Sul-Brasileira (2006) e o Torneio Início (1939, 1944, 1946, 1950). Essas conquistas consolidaram o Figueirense como um dos maiores campeões do estado e uma das forças tradicionais do futebol do sul do Brasil.
Títulos amistosos relevantes
Taça Sandro Pallaoro (2016)
Disputada contra a Chapecoense em homenagem ao ex-presidente do clube do Oeste, vítima do acidente aéreo de 2016, a Taça Sandro Pallaoro foi vencida pelo Figueira por 3 a 2, em um amistoso marcado pela emoção, respeito e espírito esportivo. O jogo aconteceu no Estádio Orlando Scarpelli e teve caráter beneficente, com renda revertida para familiares das vítimas.
Troféu Gustavo Kuerten (2007)
Em evento festivo realizado na Ressacada, o Figueirense venceu o Avaí por 1 a 0 e conquistou o simbólico Troféu Gustavo Kuerten, homenagem ao tenista catarinense e símbolo do esporte nacional. A partida teve caráter de confraternização e reforçou a tradição do clássico mesmo em duelos fora de competições oficiais.
Taça Centenário de Florianópolis (1996)
No ano do centenário da capital catarinense, o Figueirense foi convidado para disputar um torneio amistoso com clubes da região. Com vitórias sobre adversários locais e exibição de gala no Orlando Scarpelli, o alvinegro levantou a Taça Centenário de Florianópolis, celebrando a união entre clube e cidade em uma data histórica.
Outros títulos simbólicos
O Figueirense também conquistou diversos troféus em jogos festivos e inaugurações de estádios, como a Taça Cidade de São José, Taça Cidades Irmãs (em parceria com clubes argentinos) e títulos amistosos em excursões interestaduais nas décadas de 70 e 80 — muitos deles contra clubes como Coritiba, Joinville e Juventude.
Essas conquistas ajudam a compor o imaginário do torcedor, valorizando a presença constante do Figueira nos momentos de celebração do futebol catarinense e nacional.
Administração e Finanças
Depois de altos e baixos dentro de campo, o Figueirense Futebol Clube passou a viver, também nos bastidores, um processo de transformação necessário. A área administrativa e financeira do clube se tornou foco de reestruturações profundas, especialmente na última década, com o objetivo de superar crises, garantir sustentabilidade e recolocar o Figueira em um caminho sólido e competitivo.
Gestão e modelo de clube
O Figueirense é um clube de associação civil, presidido por uma diretoria eleita e com um conselho deliberativo atuante. Nos últimos anos, especialmente após a crise de 2019, o clube passou a investir em práticas mais profissionais de gestão. A troca de dirigentes, auditorias internas e a criação de comissões de governança marcaram essa nova etapa, que visa maior transparência nas decisões e controle sobre gastos e receitas.
Houve também uma tentativa de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas o projeto foi interrompido após avaliação do conselho. Mesmo assim, o clube segue aberto a parcerias estratégicas, desde que alinhadas à sua identidade e ao interesse dos sócios e torcedores.
Crises e reestruturações
Entre 2017 e 2020, o Figueirense enfrentou um de seus períodos mais turbulentos. A gestão da empresa Elefante Consultoria, que assumiu parte das operações do futebol profissional, gerou desequilíbrio financeiro e instabilidade administrativa. Em 2019, jogadores chegaram a entrar em greve por salários atrasados, e o clube teve pontos retirados na Série B por W.O., o que levou ao rebaixamento.
Após o rompimento com a empresa e um movimento forte da torcida e de ex-dirigentes, iniciou-se um processo de reestruturação. Cortes de despesas, renegociação de dívidas e investimentos nas categorias de base passaram a fazer parte do plano de retomada. Em 2021, o clube já mostrava sinais de recuperação, com dívidas sendo quitadas e folha salarial sob controle.
Atual cenário financeiro
Atualmente, o Figueirense busca estabilidade com uma gestão mais pé no chão. As receitas vêm principalmente de bilheteria, direitos de transmissão, patrocínios (como a Philco, Unimed e Orbenk) e venda de atletas da base. A participação em competições nacionais também tem sido essencial para manter o fluxo de caixa em dia.
O clube mantém diálogo com investidores, mas sem comprometer sua autonomia. A meta da atual gestão é equilibrar as contas, manter a credibilidade institucional e, aos poucos, reinserir o Figueira no protagonismo esportivo do país.
Marketing e Comunicação
Com a profissionalização cada vez mais presente no futebol, o setor de Marketing e Comunicação do Figueirense passou a ter um papel fundamental não só para a imagem institucional do clube, mas também como fonte de receita, engajamento e fortalecimento da marca alvinegra. A reaproximação com a torcida, a presença digital e o reposicionamento da identidade visual passaram a ser tratados como prioridades dentro da estratégia de reconstrução do Figueira.
Presença digital e redes sociais
O Figueirense tem investido fortemente em sua presença nas redes sociais, com perfis ativos e bem administrados no Instagram, X (Twitter), Facebook, YouTube e TikTok. O conteúdo publicado abrange desde bastidores e escalações até ações promocionais, vídeos históricos e campanhas com a torcida.
O clube também modernizou sua comunicação visual, com redesigns do escudo e uniformes, linguagem mais próxima do torcedor jovem e valorização da cultura local. Essa abordagem vem atraindo novas gerações e ampliando a base de seguidores, consolidando o Figueira como o clube catarinense com maior engajamento digital.
Programas de sócio e ações promocionais
Outro ponto importante na comunicação do clube é o plano Sócio Torcedor, que passou por reformulação e oferece categorias acessíveis com benefícios como descontos, prioridade em ingressos e ações exclusivas. Campanhas como “Paixão que não se abandona” e “O Figueira é da Gente” reforçam o vínculo emocional com a torcida e geram fidelização, mesmo nos momentos mais desafiadores em campo.
O clube também promove ações pontuais em datas comemorativas, como aniversários, Dia dos Pais, Natal e clássicos, sempre com material audiovisual bem produzido e linguagem conectada à cultura popular da torcida.
Parcerias e patrocínios
Na busca por novas receitas, o departamento de marketing intensificou a captação de patrocinadores e parceiros comerciais. Marcas regionais e nacionais como Philco, Unimed, Koerich, Orbenk e Jurerê Internacional já estamparam a camisa do Figueira em diferentes momentos.
O clube também passou a apostar em experiências de marca no Estádio Orlando Scarpelli, como ativações em dias de jogo, camarotes temáticos e ações de integração com os torcedores. A proposta é transformar o estádio em um ambiente cada vez mais atrativo para patrocinadores e famílias.
Curiosidades sobre o Figueirense.
Ao longo de mais de um século de história, o Figueirense Futebol Clube acumulou uma série de curiosidades que ajudam a enriquecer ainda mais a mística alvinegra. Momentos inusitados, marcos históricos e símbolos únicos fazem parte do imaginário do torcedor e contribuem para a identidade singular do clube.
Primeiro campeão catarinense
O Figueirense foi o primeiro campeão estadual da história de Santa Catarina, em 1932, quando venceu o Caxias na decisão. Esse feito histórico consolidou o clube como referência já nas primeiras décadas do futebol organizado no estado.
Recordista de títulos seguidos em SC
O clube é o único da capital a conquistar cinco títulos catarinenses consecutivos: 2002, 2003, 2004, 2006 e 2008. A sequência só foi interrompida em 2005, quando o campeonato não foi realizado com os clubes da elite devido a divergências com a Federação.
Estádio com nome de dirigente
O Estádio Orlando Scarpelli leva o nome de um ex-dirigente que doou o terreno para a construção da casa alvinegra. Inaugurado em 1961, o estádio virou um dos símbolos mais tradicionais do futebol catarinense.
Clube do povo
Durante décadas, o Figueirense foi conhecido como “o time do povo” de Florianópolis, em contraste com o Avaí, considerado o clube da elite. A origem popular do Figueira ajudou a consolidar sua torcida como uma das mais numerosas e apaixonadas de Santa Catarina.
Participação com W.O.
Em 2019, o clube protagonizou um dos episódios mais marcantes de sua crise: um W.O. histórico contra o Cuiabá, em protesto por salários atrasados. O episódio gerou grande comoção nacional e acentuou o rompimento com a gestão terceirizada da época.
O goleiro artilheiro
Wilson, ídolo recente do clube, também é conhecido por sua incrível marca de 53 gols na carreira — a maioria de pênaltis. No Figueirense, deixou sua marca não só sob as traves, mas também balançando redes adversárias em jogos decisivos.
Uma camisa eternizada
Em 2012, o clube aposentou a camisa 10 de Fernandes durante um período simbólico como forma de homenagem ao maior ídolo de sua história. A iniciativa reforçou a idolatria da torcida pelo meia e virou referência no futebol catarinense.
Redes sociais oficiais
Com o objetivo de fortalecer a conexão com sua torcida e expandir sua presença digital, o Figueirense mantém perfis ativos nas principais plataformas. Através das redes sociais, o clube compartilha bastidores, campanhas, escalações, conteúdos históricos e interações com os torcedores. Confira abaixo os canais oficiais para ficar por dentro de tudo que acontece no Furacão do Estreito:
- Site oficial: figueirense.com.br
- Instagram: @figueirense
- X (antigo Twitter): @FigueirenseFC
- Facebook: Figueirense no Facebook
- YouTube: Canal oficial do Figueirense
Perguntas Frequentes
Quantos anos o figueirense está na série C?
O Figueirense disputa atualmente a Série C do Campeonato Brasileiro desde 2021. Esta é sua quarta temporada consecutiva na terceira divisão nacional.
Qual é o apelido do Figueirense?
O principal apelido do clube é “Furacão do Estreito”, em referência ao bairro onde está localizado seu estádio, o Orlando Scarpelli. Também é chamado de Figueira pela torcida.
Quais são as últimas notícias do figueirense?
As últimas notícias do Figueirense incluem atualizações sobre jogos da Série C, reforços, bastidores e movimentações administrativas. Para acompanhar em tempo real, siga o clube nas redes sociais ou acesse o site oficial: figueirense.com.br.
Qual é o maior rival do Figueirense?
O maior rival do Figueirense é o Avaí Futebol Clube. O confronto entre os dois é conhecido como o Clássico de Florianópolis e é considerado o maior clássico de Santa Catarina.
O Figueirense tem SAF?
Não. O Figueirense é um clube de associação civil. Já houve discussões sobre se tornar uma SAF, mas o projeto não foi adiante até o momento.
O Figueirense já disputou a Série A?
Sim. O Figueirense já disputou 17 edições da Série A, com destaque para o período entre 2002 e 2008, quando se consolidou entre os principais clubes do país.
Qual é o maior título do Figueirense?
O maior título do Figueirense é o Campeonato Brasileiro da Série B de 2001, conquistado de forma invicta. Outro feito marcante foi o vice-campeonato da Copa do Brasil de 2007.
Quem é o maior artilheiro da história do clube?
O maior artilheiro da história do Figueirense é Fernandes, com 108 gols marcados em 403 jogos.
Onde assistir aos jogos do Figueirense ao vivo?
Os jogos do Figueirense na Série C podem ser assistidos ao vivo pelo DAZN, detentor dos direitos de transmissão da competição, além de transmissões pontuais pela TV Brasil e pelo canal oficial do clube no YouTube para conteúdos alternativos.
